Amanda Magalhães abre uma nova fase de sua carreira com “Era Uma Vez o Amanhã”, seu terceiro álbum de estúdio, já disponível nas plataformas digitais. Com 10 faixas autorais, o trabalho mistura rap, nova MPB, groove e ritmos regionais para construir uma narrativa que atravessa diferentes momentos da história e usa o passado para falar diretamente sobre o presente.
O álbum coloca a crítica social no centro das composições, abordando temas como o capitalismo, as redes sociais, a falsa sensação de conexão e o adoecimento da sociedade contemporânea. Tudo isso aparece acompanhado pelo humor e pela irreverência que fazem parte da identidade da artista.
“‘Era Uma Vez o Amanhã’ nasceu da vontade de olhar para o futuro sem esquecer quem escreveu o nosso passado”, explica Amanda. “É um álbum que questiona as promessas de progresso que nos trouxeram até aqui e pergunta: que futuro estamos construindo quando perdemos o tempo, a memória e uns aos outros?”
Uma das principais referências do disco é o pensamento do ambientalista e filósofo indígena Ailton Krenak, cujas falas aparecem em recortes sonoros ao lado de trechos da psicanalista Maria Homem e do sociólogo peruano Aníbal Quijano.
O disco ainda reúne participações de Fernanda Aimê, Vico, Chico César e da rapper pernambucana Bione. Os dois últimos aparecem em “Canção Pra te Amar no Fim do Mundo”, faixa que encerra o álbum projetando um cenário de caos, mas encontra no afeto e na resistência uma possibilidade de futuro.
