Projota está vivendo uma nova fase da carreira. Em “Velho Rei”, segunda prévia de seu próximo álbum, o rapper olha para diferentes momentos de sua trajetória e revisita lugares que fizeram parte de sua história, como o Metrô Santa Cruz e os cenários de “Muita Luz” e “Mais do que Pegadas”. Em entrevista ao Conexão POP, ele também falou sobre amadurecimento, as expectativas do público e a liberdade que encontrou para voltar a fazer música por vontade própria.
Ao lembrar do jovem que começou a escrever rimas há cerca de 15 anos, Projota destaca principalmente tudo o que aprendeu ao longo desse período. “A maturidade é um tesouro precioso, e a gente tem a chance de aprender todos os dias. Então esse aprendizado passa a ser o maior ativo que um ser humano pode ter”, afirma.
Para o rapper, “Velho Rei” também representa uma espécie de acerto de contas consigo mesmo. A música nasceu, segundo ele, em um momento de incômodo, mas acabou se transformando em um grito de liberdade e de perdão pelos próprios erros. Ao mesmo tempo, a faixa funciona como uma declaração de que ele continua disposto a ocupar seu espaço dentro do rap.
Essa volta acontece enquanto parte dos fãs ainda espera o Projota de “Muita Luz”. O artista, porém, afirma que não pretende mais criar pensando em agradar expectativas específicas. “Hoje mais do que nunca estou apenas seguindo meu instinto, como fiz lá no início. O que eu tiver vontade de cantar, será cantado”, explica.
O retorno aos antigos cenários do clipe também trouxe nostalgia, mas não exatamente a sensação de estar revisitando algo distante. Segundo Projota, aqueles lugares continuavam muito presentes em sua memória. “Foi nostálgico, mas ao mesmo tempo eu não me sentia desconectado desses lugares”, conta.
Depois de “Bem Brasil”, que aborda a diversidade cultural e a mulher brasileira, “Velho Rei” aparece como mais uma pista do que pode vir no próximo disco. Projota ainda não sabe exatamente quais músicas estarão no álbum, já que está aproveitando o momento para experimentar e descobrir novos caminhos.
E talvez essa seja justamente a principal diferença desta fase. Depois de um longo período sem lançar músicas, o rapper diz estar em uma posição mais confortável para criar sem a pressão de precisar transformar cada faixa em um sucesso imediato. “Esse álbum surge num momento onde eu estruturei minha vida de forma que a música seja feita por amor novamente”, afirma. “Talvez seja o momento perfeito pra fazer música.”
