Dolly Parton foi uma das compositoras mais prolíficas da música country, e várias de suas criações se tornaram grandes sucessos nas vozes de outros artistas. Embora “I Will Always Love You”, eternizada por Whitney Houston, seja provavelmente o exemplo mais conhecido, a cantora e compositora também escreveu músicas gravadas por nomes como Kenny Rogers, Tina Turner, Emmylou Harris e sua afilhada Miley Cyrus.
Ao longo da carreira, Dolly acumulou 25 músicas que chegaram ao primeiro lugar da parada Hot Country Songs da Billboard, o maior número entre as mulheres da música country. Além de cantora, atriz e filantropa, ela foi, acima de tudo, uma grande compositora e contadora de histórias.
Confira algumas das músicas de Dolly que ganharam novas versões e se destacaram nas vozes de outros artistas.
Hank Williams Jr. — “I’m in No Condition” (1967)
Dolly também incluiu sua própria versão de “I’m in No Condition” no álbum “Hello, I’m Dolly”, lançado em 1967. A versão de Hank Williams Jr., porém, trouxe uma melancolia marcante à composição, acompanhada pelo som triste da guitarra pedal steel.
A interpretação do cantor ganha força especialmente no trecho em que ele canta os versos escritos por Dolly: “Não tenho um sorriso que possa dar a você”.
Tina Turner — “There’ll Always Be Music” (1974)
Quando Tina Turner iniciou sua carreira solo, deixou de lado os sons de R&B e soul que apresentava ao lado do então marido, Ike Turner, para explorar uma sonoridade com influências country.
O álbum de estreia solo de Tina, “Tina Turns the Country On!”, lançado em 1974, trouxe “There’ll Always Be Music”, uma balada ao piano composta por Dolly. O disco que inclui a música foi indicado ao Grammy no ano seguinte.
Emmylou Harris — “To Daddy” (1977)
Anos antes de se juntar a Dolly Parton e Linda Ronstadt no aclamado projeto “Trio”, Emmylou Harris gravou “To Daddy”, uma balada dolorosa narrada pela perspectiva de uma adolescente que acompanha o fim do casamento dos pais.
A música se tornou um dos maiores sucessos da carreira de Emmylou, chegando ao Top 5 das paradas. A faixa foi incluída no álbum “Quarter Moon in a Ten Cent Town”, de 1978.
Dolly se inspirou na própria mãe para escrever a música e também incluiu sua versão na coletânea “The Essential Dolly Parton, Vol. 1”, lançada em 1995.
Kenny Rogers — “The Stranger” (1984)
“The Stranger” apresenta uma história melancólica sobre um filho que reencontra o pai depois da morte da mãe. A composição ganhou uma sonoridade característica dos anos 1980 na gravação de Kenny Rogers.
A música também evidencia a forte conexão criativa entre Kenny e Dolly. Os dois lançaram naquele mesmo ano o álbum natalino “Once Upon a Christmas”, além de terem formado uma das duplas mais conhecidas da música country com “Islands in the Stream”.
Na letra, o filho relembra o abandono do pai: “Éramos eu e mamãe, que você deixou para trás… Você é apenas um estranho”.
Whitney Houston — “I Will Always Love You” (1992)
“I Will Always Love You” é provavelmente a composição de Dolly mais conhecida na voz de outro artista. Antes de se tornar um fenômeno mundial com Whitney Houston, a música já havia alcançado o primeiro lugar da parada Hot Country Songs duas vezes com Dolly: em 1974 e novamente em 1984, depois que ela regravou a faixa para a trilha sonora de “The Best Little Whorehouse in Texas”.
Para “The Bodyguard”, o produtor David Foster transformou a balada country em uma poderosa interpretação soul. A versão de Whitney se tornou uma das músicas mais emblemáticas de sua carreira e um dos maiores sucessos da década de 1990.
Dolly havia escrito a música originalmente como uma despedida para Porter Wagoner, seu então parceiro profissional. No filme de 1992, a personagem de Whitney, Rachel Marron, canta a música enquanto precisa se afastar de seu guarda-costas, interpretado por Kevin Costner.
O enorme sucesso da gravação também rendeu muitos royalties para Dolly. Segundo a Forbes, a compositora recebeu mais de US$ 10 milhões em royalties pela música durante os anos 1990.
Miley Cyrus e Dolly Parton — “Rainbowland” (2017)
A parceria entre Dolly e sua afilhada Miley Cyrus resultou em “Rainbowland”, lançada no álbum “Younger Now”, de Miley, em 2017.
A música começa com uma mensagem de Dolly para a afilhada antes de as duas cantarem juntas uma faixa de tom otimista sobre união e transformação. Em determinado momento, elas cantam: “Somos arco-íris, eu e você… juntas podemos começar a viver na Terra do Arco-Íris”.
A faixa voltou a ganhar atenção nacional em 2023, quando uma escola de Wisconsin proibiu alunos do ensino fundamental de apresentá-la em um concerto. Segundo a instituição, a música poderia ser considerada controversa por sua associação com o arco-íris e a comunidade LGBTQ+. Miley e Dolly já haviam demonstrado publicamente apoio à comunidade.
