O Dia Internacional do Vinil é celebrado nesta quarta-feira (12) no Brasil, em um momento de forte presença dos discos no mercado de mídias físicas e de valorização do colecionismo. Dados da Pro-Música Brasil apontam que os vinis correspondem a 76% das vendas de mídias físicas no país, dentro de um mercado musical que movimenta cerca de R$ 3 bilhões com streaming, CDs e outros formatos. As informações são da CNN Brasil.
O mercado brasileiro de discos reúne tanto lançamentos recentes quanto títulos destinados ao público colecionador. Um LP nacional novo apresenta preço médio de R$ 180, enquanto prensagens de títulos internacionais podem chegar a R$ 280.
Segundo Fred Seskin, da Record Collection, o público consumidor é formado principalmente por homens entre 30 e 65 anos que têm preferência por nomes do rock clássico. O selo também atua na comercialização de discos e já lançou em vinil materiais inéditos de Raul Seixas.
A força do vinil também aparece na participação do formato entre as mídias físicas comercializadas no país. O percentual de 76% coloca os discos como principal formato físico do mercado musical brasileiro.
Discos raros alcançam valores acima de R$ 10 mil
O mercado de usados apresenta peças com valores muito superiores aos praticados por lançamentos convencionais. Alguns exemplares raros podem superar R$ 10 mil, especialmente quando apresentam baixa disponibilidade e relevância histórica para a música brasileira.
Entre os discos mais valorizados está “Paêbirú”, trabalho de Lula Côrtes e Zé Ramalho lançado em 1975. Fred Seskin estima que exemplares em bom estado possam alcançar valores entre R$ 8 mil e R$ 10 mil.
A baixa quantidade de cópias disponíveis está relacionada a uma enchente no Rio de Janeiro. A água destruiu o estoque da gravadora responsável pela prensagem, reduzindo de forma significativa a quantidade de exemplares preservados.
Outro item cobiçado por colecionadores é “Louco por Você”, primeiro álbum de Roberto Carlos. O trabalho apresenta uma sonoridade ligada à bossa nova, diferente da fase associada posteriormente ao rock, e pode alcançar aproximadamente R$ 7 mil no mercado de colecionismo.
Gravação de Raul Seixas também tem alto valor
“Let Me Sing”, primeira gravação de Raul Seixas, completa a lista dos discos brasileiros de maior valor citados por Fred Seskin. Lançado em 1972, o trabalho pode ser encontrado por cerca de R$ 4 mil.
A procura por exemplares raros acompanha o interesse crescente por discos usados e itens históricos. Para colecionadores, a importância desses materiais envolve tanto a música presente nos álbuns quanto a escassez das cópias disponíveis.
