O Rock in Rio apresentou nesta quinta-feira (16/07) novos detalhes sobre a preparação da Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, faltando menos de 50 dias para a abertura da edição de 2026. A organização mostrou números da montagem, novidades dos palcos, experiências para o público e anunciou uma parceria com a AXIA Energia para ampliar a compensação das emissões de carbono relacionadas ao festival.
A estrutura ocupa uma área de 385 mil metros quadrados, espaço equivalente a 54 campos do Maracanã. A montagem inclui 90 mil metros quadrados de grama sintética, mais de 65 toneladas de cenografia distribuídas entre os palcos, 5.136,5 metros quadrados de painéis de LED e 120 quilômetros de cabos elétricos. A operação também prevê 1.314 banheiros e 168 bebedouros para atender o público.

A organização informou que a edição contará com 190 apresentações musicais e mais de 1.300 artistas, incluindo 45 atrações internacionais. Entre os nomes confirmados estão Foo Fighters, Avenged Sevenfold, Calvin Harris, Elton John, Stray Kids, Maroon 5 e Twenty One Pilots. A Fundação Getulio Vargas estima impacto econômico de R$ 3,36 bilhões e a criação de 33,9 mil postos de trabalho relacionados ao festival.
Palcos ganham novos projetos cenográficos
O Palco Mundo receberá uma nova identidade visual em 2026. Toda a parte frontal contará com revestimento em painéis de LED de alta definição, formando uma grande superfície digital adaptável a cada apresentação. A estrutura terá 107 metros de largura, 27,5 metros de altura, aproximadamente 2.400 metros quadrados de LED, potência sonora de 3,2 milhões de watts e 200 amplificadores.
O New Dance Order também estreia uma cenografia inédita. A pista dedicada à música eletrônica contará com palco de 56,5 metros de largura, 22,5 metros de altura, mais de 500 metros quadrados de LED e apresentações com dançarinos em uma proposta voltada para experiências imersivas.
O Palco Sunset manterá dimensões semelhantes às do Palco Mundo na boca de cena e receberá cenografia de 18 toneladas. O Supernova terá conceito inspirado na reutilização de materiais, com parte da composição formada por peças recuperadas em ferros-velhos e elementos reaproveitados.

O Global Village ocupará área de seis mil metros quadrados e apresentará cenários inspirados em diferentes países, além de performances diárias com dançarinos. Já o Espaço Favela terá cenografia formada por 60 construções cenográficas e apresentações de encerramento com o Baile de Favela.


Novas experiências e área gastronômica
Entre as novidades está o ECCO, atração criada pela Fábrica de Sonhos do Rock in Rio. O espaço reunirá projeções, iluminação, áudio imersivo, figurinos tecnológicos e efeitos especiais em cinco apresentações diárias, com capacidade para até mil pessoas por sessão.
A Área VIP contará com ambiente climatizado, varanda voltada para os principais palcos, serviço gastronômico comandado pela chef Heaven Delhaye by GSH, open bar premium e espaços destinados aos buffets.
A Gourmet Square retornará com curadoria do chef Pedro Siqueira, reconhecido pelo The Best Pizza Awards 2025, reunindo restaurantes voltados à alta gastronomia durante o festival.
O parque de diversões também fará parte da programação. A Cidade do Rock receberá novamente atrações como Roda Gigante, Mega Download, Discovery, Tirolesa e Montanha Russa.


Festival amplia compensação ambiental com parceria
O Rock in Rio anunciou parceria com a AXIA Energia para compensar as emissões de carbono relacionadas não apenas à operação interna do evento, mas também aos deslocamentos realizados pelo público, fornecedores e equipes de trabalho.
A estimativa considera aproximadamente 50 mil toneladas de dióxido de carbono, volume equivalente à retirada de mais de 18 mil automóveis movidos a combustíveis fósseis das ruas durante um ano. O projeto utilizará plantio de mudas, distribuição de sementes, créditos de carbono e certificados de energia renovável.
A iniciativa prevê a doação de 15 mil mudas e mais de um milhão de sementes de espécies nativas brasileiras, destinadas a projetos de reflorestamento. A expectativa aponta recuperação de cerca de 900 hectares.
Roberta Medina destacou a ampliação da estratégia ambiental do festival:
“Em 1985, o Rock in Rio já nasceu com a vocação de ser mais do que um festival de música e entretenimento, mobilizando pessoas, provocando encontros e atuando como uma plataforma de transformação. Em 2001, esse propósito ganhou ainda mais força com o ‘Por Um Mundo Melhor’, que passou a orientar o impacto que buscamos gerar dentro e fora da Cidade do Rock. Em 2006, quando o Rock in Rio se tornou o primeiro grande festival do mundo a neutralizar as emissões geradas dentro da Cidade do Rock, esse compromisso se tornou ainda mais presente nas decisões e na construção de cada edição.”
A vice-presidente executiva da Rock World também afirmou:
“Quando falamos sobre descarbonizar o deslocamento do público, estamos falando sobre assumir responsabilidade por toda a jornada, porque a experiência do festival começa muito antes dos portões abrirem e continua mesmo depois que a música termina. Ter um parceiro como a AXIA Energia é importante porque nos ajuda a ampliar nosso impacto real, com ações concretas e mensuráveis, mostrando que é possível realizar um evento dessa dimensão de forma cada vez mais consciente.”
Leandra Peres, diretora de Comunicação da AXIA Energia, comentou a iniciativa:
“Na AXIA acreditamos que entretenimento e grandes eventos têm um enorme poder de mobilização e influência. A nossa energia já está ali, conectando negócios, pessoas, música e histórias. Com essa visão, queremos apoiar projetos que proporcionam experiências memoráveis e, ao mesmo tempo, deixam um legado concreto e mensurável.”
