A receita gerada por CDs nos Estados Unidos cresceu 58,6% no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pela Recording Industry Association of America (RIAA) nesta segunda-feira (21/09). Entre janeiro e junho, o formato movimentou US$ 171 milhões, contra cerca de US$ 108 milhões no mesmo período de 2025. As informações são da NME.
O resultado representa o maior crescimento percentual entre as categorias analisadas pelo relatório semestral da associação. Dados divulgados anteriormente pela Luminate também apontaram uma alta nas vendas de CDs durante os primeiros seis meses do ano.
CDs avançam, mas vinil ainda movimenta mais dinheiro
A Luminate contabilizou 16,3 milhões de CDs vendidos nos Estados Unidos entre janeiro e o fim de junho, número 16% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025. As vendas de vinil, por outro lado, cresceram 2,4% na comparação anual.
Apesar do ritmo menor de crescimento, o vinil continua à frente dos CDs em receita. O formato movimentou US$ 554 milhões nos primeiros seis meses de 2026. A receita do vinil avançou 17,7% no período, enquanto a receita total da música física aumentou 25,9%.
Segundo a Luminate, as vendas combinadas de CDs, discos de vinil e fitas cassete cresceram 7,8%, chegando a aproximadamente 38,2 milhões de unidades no primeiro semestre.
K-pop contribui para aumento nas vendas
A Luminate relacionou parte do avanço dos CDs ao interesse dos consumidores em ampliar coleções, aos preços mais acessíveis e ao desempenho de lançamentos de K-pop. O retorno do BTS com o álbum ‘ARIRANG’ também apareceu entre os fatores associados ao crescimento.
O aumento, porém, não dependeu exclusivamente do K-pop. Quando as vendas de artistas do gênero são retiradas dos dados, as compras de CDs nos Estados Unidos ainda apresentam alta de 6,7% em relação ao primeiro semestre de 2025.
Os números da RIAA e da Luminate utilizam critérios diferentes. A Luminate contabiliza as compras realizadas pelos consumidores, enquanto a RIAA calcula a receita no atacado, descontando devoluções. Por isso, os resultados das duas pesquisas não representam exatamente a mesma métrica.
Streaming também segue em alta
O avanço dos formatos físicos acontece paralelamente ao crescimento do streaming nos Estados Unidos e no mercado global. No primeiro semestre de 2026, os streams de áudio sob demanda nos EUA aumentaram 4,8%, alcançando 732,7 bilhões de reproduções.
No mercado mundial, o número chegou a 2,8 trilhões de streams, alta de 9,8% em relação ao mesmo período anterior.
O cenário deixa evidente a coexistência entre formatos físicos e plataformas digitais. O crescimento das vendas de CDs e vinis não ocorreu acompanhado por uma retração do consumo de música por streaming.
Mercado físico mantém força em 2026
Dados divulgados no início de 2025 apontaram o maior nível de vendas de música em duas décadas. No Reino Unido, o mercado de formatos físicos também ganhou destaque ao longo de 2026.
Harry Styles liderou a lista dos discos de vinil mais vendidos no país até meados de abril com ‘Kiss All The Time. Disco, Occasionally’, que alcançou 69 mil cópias. Olivia Dean, Gorillaz, o álbum beneficente ‘Help(2)’ e Fleetwood Mac também apareceram entre os títulos de maior venda.
Na lista de singles de vinil, RAYE ficou na primeira posição com ‘Where Is My Husband!’. Taylor Swift apareceu na sequência com ‘The Fate Of Ophelia’ e ‘Opalite’, enquanto Sam Fender e Olivia Dean completaram a seleção com ‘Rein Me In’.
Em 2023, a NME publicou uma reportagem dedicada ao crescimento do mercado de música física e aos artistas que tiveram resultados expressivos com formatos como CDs e vinis.
