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Turnê de Taylor Swift no Reino Unido faz gasto com shows atingir recorde bilionário

Taylor Swift (Foto: Getty Images)

Taylor Swift (Foto: Getty Images)

Um relatório recente da associação Live music Industry Venues and Entertainment (LIVE) revelou que o setor de música ao vivo do Reino Unido alcançou US$ 8,9 bilhões em receita em 2024, um crescimento significativo em relação ao mínimo de 2020, de apenas £0,6 bilhão (US$ 800 milhões). As informações são do Variety.

O levantamento, que analisou 55 mil shows e festivais no país, indica que o aumento foi tão expressivo que os gastos do ano passado superaram em mais de £2 bilhões (US$ 2,6 bilhões) os de 2019, último ano completo antes da pandemia. O relatório ainda estima que, em média, houve um show a cada 137 segundos no Reino Unido, com Londres respondendo por 28,9% da atividade total.

Impacto da turnê de Taylor Swift e os desafios dos espaços independentes

Taylor Swift teve muito a ver com isso”, afirma o relatório, com estimativas apontando que a participação da artista, que passou por quatro cidades do país e correspondeu a £1 bilhão do total arrecadado.

Enquanto isso, os locais independentes enfrentaram dificuldades, refletindo o que o relatório define como “a crise nos espaços independentes é real”. Desde 2020, um em cada quatro locais de música noturna fechou, segundo o The Guardian. Para mitigar a situação, o LIVE Trust foi criado para “fornecer financiamento onde é mais necessário para ajudar todos no setor a prosperar” e desenvolve atualmente um programa voluntário para redistribuir receitas de arenas e estádios para casas de música independentes.

O setor empregou mais de 234 mil pessoas em 2024, com 80% dos empregos classificados como “informais”, ou seja, freelancers, temporários ou autônomos. “O número de funcionários informais agora é muito maior do que em 2019”, aponta o relatório, destacando que 56% dos freelancers encontraram dificuldade para conseguir trabalho e 48% tiveram shows cancelados com menos de uma semana de aviso.

Segundo Jon Collins, CEO da LIVE, “Locais e festivais de todos os formatos e tamanhos, operados por equipes de classe mundial e exibindo talentos consagrados e emergentes, continuarão a encantar o público por décadas, desde que a indústria e o governo protejam e nutram o ecossistema”.

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