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“The Life of a Showgirl”: saiba o significado por trás de cada música, segundo Taylor Swift

Taylor Swift para o álbum "The Life of a Showgirl" (Foto: Mert Alas & Marcus Piggott)

Se em “The Tortured Poets Department” Taylor Swift abriu suas feridas com elegância sombria, em “The Life of a Showgirl”, ela transforma dor, memória, desejo e autoconhecimento em espetáculo. Com 12 faixas, o álbum foi lançado na sexta-feira (03), em plataformas digitais.

Entre baladas confessionais e pop divertido, Taylor costura um disco repleto de storytelling, ironia, vulnerabilidade e poder. Ela é, ao mesmo tempo, protagonista e observadora, musa e diretora do próprio roteiro. E o mais interessante: cada faixa carrega um significado profundo que a própria artista fez questão de explicar.

A seguir, confira o que cada música representa para Taylor Swift:

The Fate of Ophelia

“The Fate of Ophelia” é a primeira faixa do meu álbum “The Life of a Showgirl”. Eu amo muito essa música porque ela combina uma narrativa shakespeariana, essa lenda da heroína trágica Ofélia e o que aconteceu com ela, com um conceito mais atual de escapar desse destino, trazendo também uma linguagem moderna na letra.

Por exemplo: “Keep it one-hundred on the land, the sea, the sky / Pledge allegiance to your hands, your team, your vibes”. Eu adoro essa mistura do antigo com o novo nas letras. Essa é uma das minhas partes favoritas dessa canção, mas também é uma das melodias mais cativantes que já escrevi.

Elizabeth Taylor

Elizabeth Taylor é, para mim, uma das showgirls mais definitivas e essenciais que eu poderia imaginar. Não no sentido literal, mas porque ela viveu sob um microscópio de uma forma tão intensa, e ainda assim lidou com isso com humor e seguiu em frente com a sua vida.

Ela continuou a criar uma arte incrível, então essa é uma canção de amor através do olhar desse motivo, do que ela teve que enfrentar em sua vida e dos paralelos que sinto na minha própria. Modelos a seguir são bem difíceis de encontrar, mas eu diria, sem dúvida, que ela é um dos meus.

Opalite

“Opalite” é uma música do meu álbum que eu acho incrivelmente contagiante e feliz, e que expressa como a própria canção fala sobre escolher a felicidade e superar momentos difíceis, enfrentar a adversidade e realmente optar pela sua própria alegria, pelo seu próprio caminho para a alegria, não como algo que acontece por acaso.

“Opalite” é, na verdade, uma opala criada pelo homem, e eu meio que usei essa metáfora de uma pedra preciosa artificial para aplicar à ideia de: e se você mesmo pudesse criar a sua felicidade? Eu adoro essa comparação, essa analogia, e ela acabou se tornando uma das músicas mais leves do álbum.

Father Figure

Eu diria que, liricamente, eu me diverti muito escrevendo esse álbum, porque cada música é como se fosse a sua própria aventura. Cada faixa parece uma era em si mesma, é um disco muito dramático, grandioso, épico, com doze canções, mas cada uma realmente tem impacto, cada uma é como se fosse o seu próprio tipo de filme.

As letras de “Father Figure” são as minhas favoritas. Eu lembro de estar escrevendo e simplesmente rindo sozinha, tipo “heheh, heheheh”. São coisas que eu sempre quis dizer. A primeira linha do segundo verso é provavelmente a minha preferida em termos de imagem visual: você pensa no que aquilo significa e percebe que é apenas uma forma muito descritiva de dizer algo. Eu adoro essa linha, e também amo a letra do refrão com a mudança de tom. Foi realmente divertido de escrever, eu adoro entrar nesse tipo de personagem.

Taylor Swift para o álbum “The Life of a Showgirl” (Foto: Mert Alas & Marcus Piggott)

Eldest Daughter

A quinta faixa do meu álbum se chama “Eldest Daughter”, e é uma canção de amor sobre os papéis que desempenhamos na nossa vida pública, porque hoje em dia todo mundo tem uma vida pública. Existe a vida que você mostra para os outros, ou aquilo que você compartilha nas redes sociais, e existe o “você” que só quem está mais próximo conhece, quem conquistou esse direito.

É muito difícil ser sincero em público, porque não é exatamente isso que a nossa cultura valoriza. As pessoas te recompensam por parecer durão, indiferente, ocupado demais para se importar. E talvez você realmente seja assim em algumas coisas, mas todo mundo tem coisas que importam e pessoas que importam. Essa música vai direto ao ponto de quando alguém chega perto o suficiente de você para ganhar a sua confiança. É nesse momento que você pode admitir que, na verdade, se importa sim com algumas coisas.

Ruin The Friendship

“Ruin the Friendship” é uma música que, de forma nostálgica, volta no tempo para aqueles momentos em que você hesitou, em que estava assustado ou ansioso demais para fazer algo que realmente tinha curiosidade de fazer. A ideia de que, se você contasse a essa pessoa que tinha sentimentos por ela ou se a beijasse, poderia acabar estragando a amizade.

A canção revisita esses instantes e questiona: o que realmente teria de tão ruim nisso? É, no fundo, uma história bonita sobre aproveitar as chances quando elas aparecem, não deixá-las passar e não precisar passar a vida se perguntando o que teria acontecido se você tivesse feito.

Actually Romantic

“Actually Romantic” é uma música sobre perceber que alguém tinha meio que uma relação de rivalidade unilateral com você, e você nem sabia disso. De repente, essa pessoa começa a exagerar, começa a deixar claro que, na verdade, você estava vivendo de graça na cabeça dela e você não fazia ideia. Isso aparece como se fosse ressentimento ou um problema com você, mas a música transforma isso em algo que você aceita como amor, atenção e afeto.

É quase lisonjeiro perceber que alguém fez de você uma parte tão grande da realidade dela, quando você nem pensava nisso. No fim das contas, se você parar pra refletir, é até bem romântico.

Wi$h Li$t

“Wi$h Li$t” é uma música sobre todos os diferentes sonhos que as pessoas têm. A gente vive em um momento muito visualmente curado, em que você pode ver a vida de todo mundo acontecendo online, as viagens que fazem, as coisas que querem, os itens que desejam comprar. E parece que cada um tem prioridades diferentes.

A canção fala justamente sobre explorar todas essas vidas que as pessoas desejam viver e todas as aspirações que elas têm, mas também sobre reconhecer que você tem a sua própria lista de desejos. E ela não precisa ser igual à de ninguém, assim como a deles não precisa ser igual à sua. No fim, você só espera que todo mundo realize os próprios desejos, mas esses aqui são os seus.

Taylor Swift para o álbum “The Life of a Showgirl” (Foto: Mert Alas & Marcus Piggott)

Wood

A música “Wood” é uma história de amor que usa como recurso narrativo as superstições, os amuletos da sorte e do azar, todas essas formas que inventamos para definir o que traz sorte ou azar, como bater na madeira ou cruzar com um gato preto. Esse foi o jeito que eu escolhi para explorar essa canção de amor tão, tão sentimental.

CANCELLED!

A música “CANCELLED!” é sobre ter vivido minhas próprias experiências com julgamentos em massa e estar no centro de vários momentos dramáticos e até escandalosos da minha carreira, quando parecia que todo mundo estava opinando ao mesmo tempo. Passar por isso fez com que eu me movesse pelo mundo de uma forma um pouco diferente.

E quando vejo outras pessoas passando por isso, acabo pensando que elas provavelmente vão sair mais inteligentes dessa experiência. Se conseguirem aguentar firme, podem realmente aprender alguma coisa nesse processo. Eu não sou do tipo que simplesmente descarta alguém só porque os outros decidiram que não gostam dessa pessoa. Eu tomo minhas próprias decisões com base em como ela me trata na minha vida e nas suas ações. Essa música fala sobre todos esses temas.

Honey

“Honey” é uma música sobre como palavras que já foram usadas para te ferir no passado podem ganhar um novo significado quando vêm de alguém que te ama, de um jeito totalmente diferente. Sabe, se a única vez que você foi chamado de honey foi quando alguém disse “esse look não tá funcionando pra você, honey”, isso é muito diferente de quando alguém te chama de honey de uma forma doce, sincera e carinhosa.

A música fala justamente dessa ideia de curar feridas antigas causadas por certas palavras que agora soam totalmente encantadoras e afetuosas. E eu simplesmente adoro essa canção, ela é muito animada. Eu não consigo ouvir sem sair pulando.

The Life of a Showgirl (feat. Sabrina Carpenter)

A última música do álbum é a faixa-título, “The Life of a Showgirl”. Ela conta a história de uma showgirl fictícia chamada Kitty e de como a minha personagem na canção vai assistir à sua apresentação e fica completamente inspirada por ela. Mas, em vez de responder com falsidade, Kitty fala a verdade e meio que me alerta sobre esse estilo de vida, porque ele é muito mais do que apenas brilho e glamour. Existe muito mais que vem junto com isso.

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