Taylor Swift confirmou na madrugada da última terça-feira (12) o lançamento de seu 12º álbum de estúdio, The Life of a Showgirl. O disco ainda não tem data definida para chegar ao público e a capa será revelada apenas no dia 14, durante um episódio do podcast apresentado por Travis Kelce, namorado da artista. Além de movimentar a base de fãs, o anúncio traz expectativas positivas para os resultados da Universal Music Group (UMG). As informações são da Exame.
A Republic Records, gravadora de Swift e subsidiária da UMG, registrou queda nas vendas físicas de 12,4% e no faturamento de merchandising de 12,7% no segundo trimestre, resultado atribuído à ausência de novos lançamentos da cantora.
No mesmo período de 2024, o álbum The Tortured Poets Department impulsionou as vendas físicas da UMG em 14,4%, com edições em CD, vinil e fita cassete. O merchandising, impulsionado pela The Eras Tour, gerou crescimento de 43,7% no período, alcançando € 227 milhões em receita. Sem grandes estreias no início de 2025, a participação de mercado da Republic caiu para 9,88%, contra 12,52% no trimestre anterior.
Resultados gerais da Universal Music
Apesar da pressão sobre a Republic Records, a Universal Music apresentou crescimento de 1,6% na receita total no segundo trimestre, com alta de 4,5% em moeda constante.
O avanço foi puxado pelos segmentos de música gravada e publishing, com destaque para o aumento de 9% nas receitas de streaming e assinaturas. O Ebitda ajustado subiu 7,3%, elevando a margem para 22,7%. Analistas se mostram moderadamente otimistas, com 10 de 18 recomendações apontando para compra das ações, que têm preço-alvo médio de € 29,42 — potencial de alta de 6%.
Instituições como Goldman Sachs e JPMorgan mantêm visões positivas, apostando no crescimento do streaming e na força do catálogo da UMG. O Morgan Stanley também vê potencial acima da média, destacando iniciativas de monetização como o Streaming 2.0. Já Barclays e Citigroup adotam postura mais cautelosa, apontando riscos ligados à volatilidade cambial e aos custos crescentes de conteúdo, que pressionam margens. O Barclays reduziu suas projeções de lucro por ação para 2025-2027 em até 4%.
The Life of a Showgirl pode mudar o cenário
Com o anúncio do novo álbum, há expectativa de que Taylor Swift impulsione as receitas físicas, o merchandising e o desempenho nas plataformas de streaming, ajudando a Republic Records a recuperar participação de mercado e fortalecendo o desempenho da UMG no segundo semestre de 2025. O projeto é visto como um forte candidato a figurar entre os maiores lançamentos musicais do ano.
