Tate McRae falou recentemente sobre as críticas recebidas após lançar “What I Want”, parceria com Morgan Wallen, em entrevista à revista W, nos Estados Unidos. A faixa alcançou o primeiro lugar da Billboard Hot 100 e garantiu à cantora seu primeiro sucesso no topo da principal parada de singles norte-americana. A colaboração também levantou questionamentos sobre as posições políticas da artista.
Ao refletir sobre a reação do público, a cantora destacou que uma única música não representa todos os aspectos da personalidade de alguém:
“É louco pensar que uma música poderia definir uma pessoa inteira”, afirmou.
Em seguida, Tate explicou que boa parte de seus ouvintes desconhece características de sua personalidade. “Existem muitos aspectos da minha personalidade que três quartos do meu público não fazem ideia”, declarou. “Você espera que um dia consiga encontrar uma maneira de mostrar todos os aspectos disso.”
A repercussão também está relacionada às controvérsias envolvendo Morgan Wallen. Em 2021, o cantor country recebeu críticas após usar um termo racista e pediu desculpas pelo comportamento, afirmando estar envergonhado e arrependido. A associação do artista com músicos do gênero que apoiam o presidente Donald Trump também contribuiu para as interpretações políticas sobre a colaboração, embora o cantor não tenha divulgado suas próprias convicções políticas.
Em entrevista à Variety no início de 2026, Tate McRae já tinha abordado a maneira como expressa suas opiniões. Na ocasião, a cantora mencionou as organizações que apoia e o ambiente que procura construir durante suas turnês como formas de demonstrar seus posicionamentos.
“Gosto de expressar minha opinião por meio das organizações que apoio e do ambiente que crio na turnê… Acho bastante óbvio que tipo de pessoa sou e quais coisas apoio”, declarou.
A artista também explicou que a composição de “What I Want” não representou uma experiência incomum em sua carreira. Em entrevista à Billboard, em abril, a cantora contou que costumava escrever músicas acompanhada apenas de um violão no estúdio, o que tornou natural o processo criativo com o músico country. Ao comentar a experiência, afirmou que trabalhar com ele não pareceu algo fora do habitual e acrescentou: “Eu costumava compor apenas com violão no estúdio, então pareceu natural.”





