O Spotify trabalha há pelo menos dois anos em um plano “Super Premium”, com vantagens exclusivas para superfãs dispostos a investir mais em música e experiências. Inicialmente previsto para 2023, o lançamento foi adiado para 2024 e agora não possui previsão, segundo a Exame.
Desafios para criar um plano exclusivo
Executivos da plataforma enfrentam dificuldades em definir os recursos do plano, enquanto negociam com gravadoras e promotores de shows para oferecer lançamentos antecipados e acesso a ingressos exclusivos. A meta é convencer usuários pagos a investir mais, explorando o comportamento de superfãs, que gastam até 80% a mais em música ao vivo do que ouvintes comuns, segundo a consultoria Luminate.
Diante de desafios, o Spotify prioriza expandir recursos para todos os assinantes pagos, em vez de se concentrar apenas em um nicho premium. Funções como mixagem de áudio entre faixas e pré-venda de ingressos estão sendo testadas para tornar o serviço mais atrativo e aumentar a base pagante.
Inspiração em modelos asiáticos
Empresas asiáticas como Tencent Music e Hybe servem de referência, combinando streaming, lives, redes sociais e produtos exclusivos para superfãs. No Ocidente, aplicativos como Weverse ainda enfrentam dificuldade para engajar grandes artistas, e a Warner Music desenvolve uma plataforma similar sem previsão de lançamento.
Oportunidades e limitações no Ocidente
Analistas apontam que o potencial financeiro dos superfãs ainda é subutilizado. Integrar lançamentos, produtos e experiências exclusivas em um único plano representa um desafio técnico e estratégico. Por enquanto, o foco do Spotify continua sendo aumentar a base de assinantes pagos, mesmo que os planos tenham valores modestos.
