O cantor Jão fechou com chave de ouro a Superturnê, que durou quase um ano e percorreu o Brasil, com um show histórico no Allianz Parque, em São Paulo, no último sábado (18). A apresentação foi o ponto culminante de um ciclo que marcou uma nova fase na carreira do artista e consolidou seu lugar no panteão das grandes estrelas do pop brasileiro.

Com um público de mais de 40 mil fãs, o show, que começou com cerca de 20 minutos de atraso, mas cheio de energia e emoção dos fãs. Jão abriu o espetáculo com a faixa Escorpião, do seu último álbum Super, acompanhado de sua banda e dançarinos, e logo de cara encantou com uma produção de altíssimo nível, recheada de efeitos especiais. O cantor, que sempre se destaca pela entrega emocional em suas apresentações, levou o público à loucura logo nos primeiros minutos, com sucessos como A Rua, Essa Eu Fiz Pro Nosso Amor, Doce e Imaturo.

Um show de surpresas e efeitos visuais

Ao longo de cerca de 2 horas e 30 minutos de espetáculo, Jão proporcionou aos fãs um verdadeiro desfile de hits, efeitos visuais impressionantes e momentos surpreendentes. Em um dos momentos mais impactantes da noite, Jão levou seus fãs ao delírio ao “levitar” no palco, flutuando a mais de 10 metros de altura, como se estivesse sentado no topo de um prédio, uma referência clara à letra de sua música Última Noite.

Foto: Andy Santana/Brazil News

Mas as surpresas não pararam por aí. Durante a canção Religião, Jão subiu em uma cama que pegava fogo, com a frase da música: “Eu vou queimar pelo preço de te ter”. 

A tradição das cartas e a emoção coletiva

Um dos aspectos que tornaram a Supertunê única foi a tradição de Jão em entregar cartas escritas por ele durante os shows. Em Maria, uma das faixas mais queridas dos fãs, ele fez questão de distribuir as cartas por todos os setores do estádio, um gesto que reforçou ainda mais a conexão entre ele e os fãs. 

Foto: João Vítor Trindade

A força do conceito dos elementos

A turnê Supertunê foi concebida em torno de uma estrutura baseada nos quatro elementos da natureza: Terra, Ar, Água e Fogo, que foram representados nas seções de cada álbum da discografia de Jão. O encerramento no Allianz Parque não foi diferente, e a produção visual e cênica seguiu essa divisão, com o palco e os efeitos iluminando os diferentes temas que percorrem os discos Lobos (2018), Anti-Herói (2019), Pirata (2021), Super (2023) e Supernova (2024).

Em cada bloco do show, Jão fazia trocas rápidas de figurino, representando cada um desses elementos e mantendo o público envolvido com cada transformação. Essa dinâmica, que também esteve presente nas apresentações anteriores da turnê, trouxe um aspecto teatral para o show, fazendo com que cada segmento fosse uma verdadeira performance visual e auditiva.

As faixas mais esperadas pelos fãs não ficaram de fora. Canções como Vou Morrer Sozinho, O Triste É Que Eu Te Amo, Idiota e Me Lambe foram cantadas em uníssono pela plateia, que acompanhava Jão a cada verso e se entregava por completo à experiência. A conexão entre o cantor e o público parecia quase palpável, como se cada fã estivesse vivendo aquele momento de forma única e pessoal.

O final Apoteótico: Alinhamento Milenar e a despedida

O encerramento da Supertunê foi marcado por uma das músicas mais emblemáticas da carreira de Jão, Alinhamento Milenar.

Foto: Andy Santana/Brazil News

Jão fez o estádio inteiro vibrar e cantar junto com ele, criando um momento de energia coletiva. A despedida foi carregada de emoção, e Jão, com os olhos marejados, agradeceu ao público pelo apoio incondicional ao longo de toda a turnê.

“Foi a coisa mais grandiosa, mais corajosa que já fiz na minha carreira. Tenho muito orgulho disso, do que a gente construiu juntos. Muito obrigado!”, disse ele, encerrando a noite com um sorriso no rosto e o coração cheio de gratidão..”

 

Nascido em 2003 na cidade de São José dos Campos, estudante de jornalismo na Univap. Apaixonado por música, filme, teatro e tudo que envolva cultura, dedica-se também à fotografia. É escoteiro e atua em diversos projetos voluntários, experiências que enriquecem para ele é um dos pontos que o motivam na carreira jornalística.