Sabrina Carpenter viveu um 2024 incrível graças ao disco vencedor do GRAMMY, Short n’ Sweet. Por isso, quando anunciou o novo álbum Man’s Best Friend menos de 365 dias depois, fãs se perguntaram por que a cantora encerraria tão rapidamente o ciclo de Short n’ Sweet. Mas Sabrina experimentou muita coisa naquele período, incluindo um término, e precisava transformar essas vivências em música.
“Me senti tão à vontade fazendo Man’s Best Friend que parecia um presente que não deveria ser desperdiçado”, contou Carpenter aos fãs por e-mail, descrevendo o processo como natural e “como andar de bicicleta”.
Essa tranquilidade reflete a carreira consolidada de Carpenter. Após mais de uma década como cantora e compositora, a artista aprendeu uma lição valiosa: não existem regras fixas na música.
“Voltei a ouvir alguns dos meus artistas favoritos da infância, como Stevie [Nicks], Dolly [Parton], Donna [Summer] etc., e fiquei surpresa ao perceber que muitos lançavam discos novos todos os anos por longos períodos”, acrescentou a vencedora de dois GRAMMYs.
“Não posso dizer que isso será regra para mim, mas desta vez me senti tranquila em lançar algo quando parecia certo!”, disse Sabrina.
Como Sabrina Carpenter se tornou uma rainha do pop
A inspiração de Sabrina parece vir de seu amadurecimento criativo. Em Man’s Best Friend, a cantora retoma parcerias com Jack Antonoff, Amy Allen e John Ryan, que são os três colaboradores principais de Short n’ Sweet e ajudaram a artista a abraçar um lado mais divertido e provocador, responsável pelo seu sucesso.
Man’s Best Friend representa tudo que se espera de Sabrina, sendo igual medida de ousadia e sensualidade, focando em ganchos eufóricos e sintetizadores vibrantes, mantendo o estilo de duplo sentido presente nos trabalhos recentes. A diferença em relação à discografia anterior é que o álbum é inteligente mesmo com letras ousadas. Ao longo de 12 faixas, a artista questiona: por que permitir que homens a tratem como inferior?
5 destaques do novo álbum de Sabrina Carpenter
Aqui estão cinco destaques de Man’s Best Friend, onde as insinuações são tão impactantes quanto os ganchos pop.
É poderoso, mas mais contido que o antecessor
Enquanto Short n’ Sweet entregava singles grandiosos e radiofônicos, Man’s Best Friend é menos comercial e mais coeso sonoramente. Assim como Taylor Swift precisou liberar emoções com The Tortured Poets Department, Sabrina faz algo semelhante neste álbum.
“Este álbum reflete como é humano sentir amor e perda, às vezes no topo do mundo, às vezes humilhado, emocionalmente puxado e pedindo atenção”, escreveu a artista por e-mail.
Essa perspectiva permeia o álbum, o tornando mais contido e ligeiramente mais discreto que o anterior. Exemplos incluem “Don’t Worry I’ll Make You Worry”, faixa final escrita para o disco, influenciada pelo shoegaze, subgênero do rock alternativo e indie, que trata das dinâmicas de poder de forma melancólica e necessária para a narrativa de Man’s Best Friend.
É um álbum sobre separações sem ser tradicional
Álbuns sobre términos são inevitáveis. Embora Man’s Best Friend não apresente tecnicamente uma canção clássica de saudade ou sofrimento pelo fim de um relacionamento, cada faixa explora alguém lidando com a perda. No estilo de Sabrina, o processo acontece com humor e a escrita irônica presente em “Please Please Please” e “Dumb & Poetic”.
Em “My Man On Willpower” e “We Almost Broke Up Again Last Night”, a cantora fala sobre os sentimentos de afastamento do parceiro. Em “Nobody’s Son”, aceita a derrota: “Não sobrou o filho de ninguém, ninguém em quem eu possa confiar”.
A liberdade e a energia provocadora aparecem em “When Did You Get Hot?”, “House Tour” e “Go Go Juice”, mantendo a energia brincalhona de singles de Short n’ Sweet, como “Juno” e “Bed Chem”. Mesmo em momentos tristes, como no encerramento “Goodbye”, Sabrina adiciona irreverência: “Perdoe meu francês, mas vai se f—”.
As insinuações estão mais intensas
Sabrina sempre fez fãs sorrirem com insinuações e piadas em faixas como “Nonsense” e “Feather”, de Emails I Can’t Send, e em Short n’ Sweet. Essas brincadeiras continuam em Man’s Best Friend, quase quebrando a quarta parede com piscadinhas aos ouvintes.
Em “Tears”, a cantora comenta sobre se excitar com respeito básico: “Considerar que eu tenho sentimentos me faz pensar: Por que ainda estou vestida?”. Em “House Tour”, reforça que “nada disso é metáfora” ao mostrar sua casa a alguém. Em “Goodbye”, desdenha do ex, mas admite na ponte: “Quando você chegou aqui?/ Vá vestir algumas roupas”. O humor bobo combina com o estilo de letras provocadoras e mantém os fãs entretidos até o próximo lançamento.
Mais influências de country e disco
Mesmo em trabalhos anteriores, Sabrina explorou gêneros diferentes. No debut Eyes Wide Open, Sabrina misturou pop e country; em Singular: Act I e II, adicionou elementos de R&B. Após incursões no country e disco em Short n’ Sweet, Man’s Best Friend amplia ainda mais esses estilos.
“House Tour” e “Goodbye” evocam o pop energético dos anos 1980, enquanto “Tears” remete a Donna Summer, com vocais suaves sobre produção disco envolvente.
O amor pelo country, especialmente Dolly Parton, se mantém. Em Short n’ Sweet, a cantora country participou de “Please Please Please”. No novo álbum, “Manchild” mistura country com pop, trazendo uma ponte ideal para fazer line dance, típico do gênero. “My Man On Willpower” e “We Almost Broke Up Again Last Night” alternam entre energia brincalhona e tom melancólico, reforçando a diversidade de gêneros.
Consolidação no pop
Após o sucesso de Short n’ Sweet, Sabrina não apenas mantém seu espaço na música, mas solidifica posição no pop.
Com letras diretas e de duplo sentido, como “Eu fico molhada só de pensar em você” em “Tears” e “Meu homem com força de vontade é uma coisa que eu não entendo” em “My Man On Willpower”, a cantora se conecta com o público. O álbum mostra que Carpenter não tem medo de expressar pensamentos e emoções.
Mesmo que Man’s Best Friend não seja tão açucarado quanto Short n’ Sweet, este novo capítulo confirma a permanência da artista. Assim como as letras ousadas e mistura de estilos, Sabrina Carpenter chegou para ficar.
