Já se passaram 16 anos desde a despedida de Michael Jackson, mas sua presença ainda é sentida em palcos do mundo inteiro, especialmente quando Rodrigo Teaser sobe ao palco. Considerado um dos maiores intérpretes do Rei do Pop no mundo, o artista brasileiro está de volta com a nova temporada da turnê “Tributo ao Rei do Pop”, que promete emocionar o público em diversas cidades do Brasil.

O espetáculo é muito mais do que um cover: é uma verdadeira experiência imersiva. Com figurinos idênticos aos originais, coreografias impecáveis e hits que marcaram gerações como Thriller, Beat It e Billie Jean, Teaser entrega uma performance que já conquistou mais de 1 milhão de pessoas em 11 países.
E o reconhecimento vai além do público: o show tem o aval de ninguém menos que Lavelle Smith, ex-coreógrafo de Michael, que assina a direção artística da apresentação.
A nova turnê percorre cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Uberlândia e muito mais, sempre com produção de alto nível e efeitos visuais dignos de superproduções internacionais. Mas não para por aí: além do tributo, Rodrigo também tem se dedicado a projetos autorais, trazendo à tona suas próprias referências no pop, agora com uma identidade artística que vai além da homenagem.
No dia 27 de junho, o artista mostra essa nova fase em um show autoral especial no Clube do Minhoca, em São Paulo, revelando ao público um lado mais íntimo e criativo de sua trajetória. Mas antes do grande momento, conversamos com o artista.
Rodrigo, depois de emocionar mais de 1 milhão de pessoas em 11 países, como é voltar com essa turnê para o público brasileiro? O que mais te emociona nesses reencontros?
Saber que estamos na estrada há 13 anos e que essas pessoas ainda nos seguem, ainda nos dão esse valor é muito especial. Eu tenho total consciência que se não fosse essas pessoas nós não teríamos chegado tão longe.

O espetáculo é conhecido por sua fidelidade impressionante, desde os figurinos até as coreografias. Como é o processo de preparação para manter esse padrão tão próximo ao original de Michael Jackson?
É sempre um grande desafio, a obra do Michael é complexa. Quando se olha de forma ampla se tem uma visão, mas quando olhamos os detalhes, tudo ganha muito mais camadas e são nessas camadas que os fãs são pegos de surpresa e reconhecem nossos esforços. Às vezes um efeito, uma luz, um detalhe mínimo de figurino, uma convenção musical do arranjo. Cada detalhe conta.
Lavelle Smith, ex-coreógrafo do próprio Michael Jackson, está na direção artística do show. Como foi essa parceria e o que ela trouxe de especial para a turnê?
A presença dele foi fundamental para que eu me entendesse como intérprete. Todo aspecto cênico mudou com o auxílio dele. A forma como ele e nosso coreógrafo Lurian Cortez se entrosaram é incrível. Graças a ele, outros membros chegaram para somar como o co-diretor musical e backing vocal Kevin Dorsey. Ter a supervisão coreográfica feita pelo próprio coreógrafo e ter a supervisão musical pelo próprio co-diretor musical coloca o show num outro lugar. Nós não precisamos imaginar o que o Michael queria, nós sabemos exatamente, pois eles nos disseram.
Você já recebeu o reconhecimento de familiares e membros da equipe original do Michael. Como foi esse momento para você e o que ele representou na sua trajetória?
Cada vez que isso acontece é uma surpresa, mesmo tendo ocorrido antes é sempre uma surpresa boa. Emociona saber que pessoas que tiveram importância na vida dele enxergam o que eu faço junto com a minha equipe de forma especial também.

O que o público pode esperar de diferente ou especial nessa nova temporada de shows pelo Brasil?
Além de ser um show que estreamos o novo formato recentemente, temos constantemente novas canções entrando no show. Números novos, coreografias novas, figurinos novos… O show mesmo estando na estrada há 13 anos, continua tendo novidades.
Além do tributo, você também está investindo em trabalhos autorais. Como está sendo essa transição para mostrar ao público o Rodrigo Teaser por trás do ícone?
Ainda é algo que venho fazendo de forma tímida. Os planos são justamente tornar isso mais presente e constante daqui para frente. É um processo natural. Experimentar aquilo que eu crio como artista e estar além de alguém que interpreta algo que já existe. Melhor ainda poder contar com um público que me acompanha nisso também.
Qual é o seu maior desafio e também sua maior recompensa ao manter vivo o legado de um dos maiores artistas de todos os tempos?
Sem dúvida fazer o que fazemos é manter a atmosfera de grandeza que ele tinha. Tudo nele era muito grandioso. Quando se fala em performances, ele é conhecido por ser não só um pioneiro, mas alguém único. Isso tudo aliado a uma produção que ainda hoje é considerada fora do comum. Nós temos além das barreiras pessoais, porque ninguém consegue replicar o outro 100%, temos a barreira do espaço físico, da produção em si. Hoje viajamos muitas vezes com 4 elevadores, cenários, efeitos e etc. Fazer o público voltar para casa reconhecendo que o show foi além de tudo uma experiência única é uma vitória
