A morte de Preta Gil, confirmada na noite do último domingo (20), aos 50 anos, encerra precocemente a trajetória de uma artista que fez da música um território de liberdade, afeto e posicionamento. Filha de Gilberto Gil, ela nunca se limitou à sombra do sobrenome poderoso. Preta construiu sua própria história, marcada por coragem, autenticidade e generosidade.
As principais parcerias de Preta Gil
Preta transitou com facilidade por estilos como samba, axé, pop, funk, pagode e MPB, sempre imprimindo sua essência em cada projeto. Mais do que intérprete, ela foi ponte: entre gerações, entre artistas, entre públicos.
Abaixo, relembramos algumas das parcerias mais marcantes da artista.
Gilberto Gil
Com o pai, dividiu o palco em momentos comoventes. Regravaram juntos “Drão”, música composta por ele para Sandra Gadelha, mãe de Preta. Foi também essa a última música que cantou em vida, ao lado de Gil, encerrando sua jornada como começou: em família e com amor.
Fran Gil
Seu filho também foi seu parceiro de palco. Em “Meu Xodó”, os dois trocam versos de carinho, mostrando como a música era uma extensão do vínculo entre eles.
Ivete Sangalo
Com Ivete, Preta dividiu a vida e o palco. A parceria rendeu músicas como “Amiga Irmã” e a potente “Coisas da Vida”, trilha da novela Elas por Elas, que também contou com Duda Beat. Uma união de gerações em torno do feminino.
Pabllo Vittar
“Decote”, lançada em 2017, foi um marco para ambas. Preta foi uma das primeiras artistas a apoiar Pabllo no início da carreira. A faixa é um hino LGBTQIAPN+, com clipe ousado e cheio de atitude.
Gal Costa
Madrinha artística e afetiva, Gal foi peça-chave em sua trajetória. Em 2019, lançaram juntas “Vá Se Benzer”, um manifesto audiovisual contra as intolerâncias. O clipe virou símbolo de luta e representatividade.
Psirico
“Axé Disco”, ao lado do grupo baiano, é uma celebração ao Carnaval, o território onde Preta sempre reinou. Mistura de disco com axé e pura alegria.
Thiaguinho
Com ele, gravou “Pega ou Desapega”, faixa que virou queridinha nos shows. O pagode era presença constante nas suas apresentações, e essa parceria selou sua relação com o gênero.
