Quando a FIFA anunciou os artistas da Copa do Mundo de 2026, muita gente reagiu como se o torneio estivesse entrando agora em uma “nova era” do entretenimento.
Mas existe um detalhe curioso nessa história: os Estados Unidos já haviam feito exatamente isso há mais de 30 anos.
Na Copa de 1994, o país já transformava o Mundial em um enorme espetáculo musical, reunindo divas do pop, artistas espalhados pelas cidades-sede, apresentações históricas e até momentos que se tornaram memes antes mesmo da era das redes sociais.
Agora, em 2026, os americanos repetem a fórmula, só que em escala ainda maior.
A line-up de 2026: FIFA aposta em modelo de “Super Bowl global”
A Copa de 2026 será a primeira da história com três países-sede Estados Unidos, México e Canadá e também a primeira a apostar oficialmente em múltiplas cerimônias de abertura e até em um show de intervalo na final, inspirado diretamente no Super Bowl.
Entre os principais nomes confirmados para as apresentações estão:
- Shakira
- Burna Boy
- Katy Perry
- Anitta
- LISA
- Future
- Rema
- Tyla
- J Balvin
- Michael Bublé
- Alanis Morissette
- Alessia Cara
- Belinda
- Los Ángeles Azules
- Maná
- Alejandro Fernández
- Madonna
- BTS
A FIFA também confirmou que Shakira lançará o hino oficial da Copa de 2026 ao lado de Burna Boy.
Já a final terá algo inédito na história do Mundial: um show oficial de intervalo no estilo Super Bowl, com apresentações de Madonna, Shakira e BTS. Nos Estados Unidos, a abertura em Los Angeles promete um grande espetáculo pop com Katy Perry, Future, Anitta, LISA, Rema e Tyla.
O México apostará em artistas latinos como Maná, J Balvin, Belinda, Los Ángeles Azules e Alejandro Fernández.
Enquanto isso, o Canadá destacará artistas locais como Michael Bublé, Alanis Morissette e Alessia Cara.
Mas em 1994 os EUA já haviam criado essa fórmula
Embora hoje tudo pareça moderno por causa das redes sociais e dos mega festivais, a verdade é que os Estados Unidos já haviam desenhado praticamente esse mesmo modelo em 1994.
A abertura da Copa aconteceu no Soldier Field, em Chicago, antes da partida entre Alemanha e Bolívia. A principal atração foi Diana Ross.
E o momento entrou para a história. Ao final da apresentação, a cantora deveria cobrar um pênalti cenográfico para simbolizar o “soccer” americano. O problema é que Diana Ross chutou muito longe do gol.
Mesmo assim, a trave se partiu ao meio como planejado pela produção. O resultado virou um dos momentos mais icônicos, engraçados e inesquecíveis das cerimônias de abertura da Copa do Mundo.

Além dela, participaram da abertura Daryl Hall, o grupo Sound of Blackness e Jon Secada. A cerimônia ainda contou com desfile das seleções participantes e discursos do então presidente da FIFA, João Havelange, e do presidente dos EUA, Bill Clinton.
Uma Copa tomada pela música
Mas o mais impressionante era a dimensão musical espalhada pelo país. Em Nova York, a estrela escolhida foi Liza Minnelli. Em São Francisco recebeu shows de Santana, Clarence Clemons e integrantes do Grateful Dead. Boston teve apresentações do grupo The B-52s.
Los Angeles praticamente virou um festival paralelo, recebendo Garth Brooks, Linda Ronstadt, Gipsy Kings e o violinista Itzhak Perlman.
E ainda havia os lendários “Três Tenores”: Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras, que repetiram nos Estados Unidos o concerto histórico que havia emocionado o mundo na Copa de 1990.
Foi um dos momentos que ajudaram a transformar a Copa do Mundo em um evento cultural global e não apenas esportivo.
Whitney Houston, Pelé e um dos momentos mais simbólicos das Copas
O encerramento da Copa de 1994 também entrou para a história. Antes da final entre Brasil e Itália, no Rose Bowl, em Pasadena, Whitney Houston realizou uma das apresentações mais marcantes já vistas em um Mundial.
Ao lado de Pelé, a cantora protagonizou uma das imagens mais simbólicas daquela Copa. Pouco depois, o Brasil conquistaria o tetracampeonato mundial nos pênaltis.
Enquanto a partida ficou marcada pela tensão, quem “deu show” naquela tarde foi Whitney Houston.
De Pelé em 1994 a Anitta em 2026: vem aí outra “pé quente” brasileira?
Existe ainda uma coincidência curiosa que já começou a movimentar os torcedores brasileiros. Na Copa de 1994, Pelé participou do grande momento musical do encerramento e horas depois o Brasil conquistou o tetra.
Agora, em 2026, quem representará o Brasil nos palcos da Copa será Anitta. E muitos fãs já brincam nas redes sociais com a fama de “pé quente” da cantora em grandes eventos esportivos.
Nos últimos anos, Anitta participou de apresentações ligadas à Copa América, aos Jogos Olímpicos e também do show da Libertadores , eventos cercados por momentos de vitórias brasileiras.
Por isso, a comparação já começou:
Em 1994, Pelé apareceu no palco da Copa e o Brasil foi campeão. Em 2026, quem sobe ao palco é Anitta.
Será que vem aí outro capítulo “pé quente” para a Seleção Brasileira?