Você já ouviu uma música nova e teve a estranha sensação de que ela soava familiar? Isso acontece porque muitos artistas ,dos mais consagrados aos independentes utilizam samples, ou seja, trechos de outras canções incorporados às suas produções.
Essa prática não é novidade: no rap, no pop e até no R&B, o recurso virou uma forma de homenagear clássicos e, ao mesmo tempo, reinventá-los em um novo contexto. Separamos alguns exemplos famosos que talvez você não soubesse que têm samples escondidos em suas melodias.
Hung Up — Madonna (2005)
O hit dançante da Rainha do Pop tem como base o icônico riff de sintetizador de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)” (1979), do ABBA. O detalhe curioso é que a banda sueca raramente autoriza o uso de suas músicas, mas abriu exceção para Madonna após um pedido pessoal.
Toxic — Britney Spears (2004)
O famoso riff de cordas de Toxic veio de um lugar inesperado: a canção indiana “Tere Mere Beech Mein” (1981), composta por Laxmikant–Pyarelal e eternizada na voz de Lata Mangeshkar e S. P. Balasubrahmanyam.
Wild Thoughts — DJ Khaled feat. Rihanna & Bryson Tiller (2017)
A sensualidade de Wild Thoughts nasce do sample de “Maria Maria” (1999), de Carlos Santana com The Product G&B. A guitarra latina que embala a faixa original voltou às paradas quase duas décadas depois.
Crazy in Love — Beyoncé feat. Jay-Z (2003)
O riff de metais explosivo de Crazy in Love é retirado de “Are You My Woman? (Tell Me So)” (1970), do grupo The Chi-Lites. A batida acelerada transformou a faixa em um dos maiores hinos dos anos 2000.
California Love — 2Pac feat. Dr. Dre & Roger Troutman (1995)
Um dos maiores clássicos do rap da Costa Oeste é construído a partir de dois pilares:
• “Woman to Woman” (1972), de Joe Cocker → que fornece a linha instrumental principal.
• “West Coast Poplock” (1982), de Ronnie Hudson → que inspira o refrão “California knows how to party…”.
7 Rings — Ariana Grande (2019)
O refrão de ostentação de Ariana nasceu de um clássico da Broadway: “My Favorite Things” (1959), de Rodgers & Hammerstein, do musical The Sound of Music. A melodia foi transformada em trap moderno.
Anxiety — Doechii (2019 / 2025)
Gravada originalmente em 2019, mas lançada oficialmente apenas em 2025 após viralizar no TikTok, Anxiety apresenta um sample marcante de “Somebody That I Used to Know” (2011), de Gotye e Kimbra que, por sua vez, já trazia trechos da instrumental “Seville” (1967), de Luiz Bonfá.
Look What You Made Me Do — Taylor Swift (2017)
A melodia do refrão (“Look what you made me do…”) é uma interpolação de “I’m Too Sexy” (1991), do grupo britânico Right Said Fred. Os músicos, inclusive, foram creditados oficialmente como coautores da faixa.
Homem na Estrada — Racionais MC’s (1993)
Um marco do rap nacional, a canção dos Racionais usa como base “Walk On By” (1969), de Isaac Hayes. O arranjo de teclado e a atmosfera soul intensificam a narrativa sobre violência e desigualdade na periferia.

