A banda Maroon 5 se apresentou em São Paulo, no Nubank Parque, na noite desta terça-feira (8). O show faz parte da Love Is Like World Tour.
Antes da capital paulista, o grupo esteve em São José do Rio Preto e ainda fará duas apresentações no país: em Salvador, no dia 10, e encerra a passagem como headliner no Rock in Rio, no dia 12.
Esta é a quarta passagem do Maroon 5 em São Paulo em um intervalo de quatro anos. O grupo liderado por Adam Levine se apresentou na capital paulista em 2022, também no Nubank Parque, voltou no ano seguinte para um show no The Town. Já no ano passado, fez uma apresentação exclusiva na cidade para os maiores fãs da banda em parceria com uma marca de cerveja.
Apesar de realizar diversos shows no país, o grupo fez poucas modificações no setlist e preferiu uma seleção de canções semelhantes, como “Animals”, “Maps”, “This Love”, “Harder To Breathe”, “One More Night”, “She Will Be Loved” e “Makes Me Wonder”. Todo esse repertório foi visto em outras performances da banda.
Embora a apresentação seja dedicada ao álbum Love Is Like, lançado em 2025, o Maroon 5 decidiu deixar de fora as faixas do novo trabalho. Até a canção “Cigarettes”, que vinha sendo tocada nos últimos shows, não foi apresentada.
A repetição no repertório não pareceu ser um problema, já que o Maroon 5 tem os seus hits a seu favor. O público que foi ao Nubank Parque não estava muito preocupado com a falta de novidade no setlist. Com 15 minutos de atraso, os norte-americanos subiram ao palco com “Harder To Breathe”, faixa do primeiro disco da banda, lançado em 2002, mas que ainda faz muito sucesso nas apresentações.
A primeira canção sofreu com um pequeno problema no som, fazendo com que a voz de Adam Levine ficasse quase perdida entre os instrumentos. A interferência foi resolvida logo na segunda música.
O público reagiu timidamente com a entrada da banda. Mesmo conhecendo as faixas, a plateia cantou de forma mais comedida na pista premium, o setor mais caro do estádio.
Mesmo com um público menor do que o registrado em outros shows, a banda não sentiu. Adam Levine nunca escondeu o seu amor pelos fãs brasileiros, que sempre acompanharam de perto a carreira dos músicos. O Maroon 5 fez sua estreia no país em 2004 e, desde então, não deixou nenhuma de suas eras de fora.
“Quando me perguntam qual é o seu lugar favorito para tocar, todas as vezes eu digo que é o Brasil”, afirmou Levine.
Mesmo com diversas apresentações no país, Levine não cansa de se surpreender com o carinho dos fãs brasileiros. Ele também pegou o próprio celular e gravou o público durante “Stereo Hearts”.
“O Brasil tem os melhores fãs do mundo. Somos uma banda desde 2002 e quero agradecer do fundo do coração por todo o apoio que vocês deram ao longo de todos esses anos. Nós somos muito gratos e amamos muito vocês”, declarou.
Ao longo da noite, a plateia passou a se agitar. A plateia vibrou com “Animals” e “Sunday Morning”, e se emocionou e cantou alto em “Won’t Go Home Without You”, uma das poucas faixas que não apareceram nos últimos shows da banda no Brasil.
A grande especialidade do grupo é entender que os hits são essenciais para a performance. Com o tempo, os fãs se envolveram com o setlist, quase como um momento de nostalgia. Além de um repertório rico em sucessos, a banda tem em Adam Levine todo o carisma que uma grande atração precisa. Ele conversa, agradece e leva os fãs à loucura quando tira a regata em “Moves Like Jagger”.
O Maroon 5 também sabe balançar as emoções da plateia. Em muitos momentos, os músicos criam um instrumental envolvente, com boas transições e arranjos que valorizam as canções em pops mais dançantes. No entanto, também entende a importância de um período mais intimista, como no momento em que Levine canta “Payphone” acompanhado por sua guitarra.
A verdade é que as repetidas vindas ao país sempre vão gerar debates, mas enquanto estiver lotando estádios e envolvendo o público com um repertório inteligente e recheado de hits, o Maroon 5 vai continuar figurando entre as grandes atrações internacionais que passam pelo Brasil.
