Você já parou pra pensar quanto tempo do seu dia é engolido pelas telas do celular? Ou quantas vezes você checa as redes esperando curtidas como se fossem um termômetro da sua autoestima? Não está sozinho. E é justamente esse tipo de reflexão que a Vivo quer provocar com sua nova campanha — direta, sensível e necessária.

Com trilha sonora de “jealousy, jealousy”, da Olivia Rodrigo (sim, aquela que virou porta-voz emocional da geração Z), o filme “Relacionamento Tóxico” abre a nova fase de posicionamento da marca, que há anos vem discutindo o impacto do uso excessivo da tecnologia. E agora, mais do que nunca, a pauta ganhou urgência.

A escolha da música não foi à toa: além de traduzir em versos o peso emocional das comparações online, Olivia tem um diálogo forte com o público jovem — justamente o grupo que mais sente os efeitos dessa hiperconexão. O vídeo mostra de forma simbólica como uma jovem se vê cada vez mais imersa nas notificações, likes e comparações, até perder o senso de realidade. E, cá entre nós, quem nunca se sentiu meio sugado por esse universo?

Assista abaixo.

Segundo o Panorama da Saúde Mental 2024, do Instituto Cactus e da AtlasIntel, 40% dos entrevistados disseram que a quantidade de curtidas e comentários impacta diretamente sua autoestima. O número é ainda mais expressivo entre adolescentes e jovens adultos. Já a OMS alerta: o Brasil lidera o ranking de ansiedade e depressão na América Latina, com 11,7 milhões de pessoas vivendo com depressão — o que equivale a 5,8% da população.

Outro dado que chama atenção vem da VTrends, plataforma de insights da Vivo: 51% das pessoas afirmam perder completamente a noção do tempo quando estão conectadas ao celular. Ou seja, a gente pisca e já se passaram horas em loops infinitos de feed, stories e vídeos.

Para Marina Daineze, diretora de Marca e Comunicação da Vivo, o momento pede responsabilidade das marcas: “A tecnologia ocupa um espaço enorme nas nossas vidas, e é urgente buscar formas de estabelecer uma relação mais equilibrada com ela. Queremos, como marca, promover esse diálogo de forma empática e real.”

A campanha, criada pela Africa Creative, também conta com uma estratégia de PR e influência cocriada com a Spark, para levar a discussão para as redes, rodas de conversa e, claro, para os feeds que mais importam: os das pessoas. “Vivemos uma era de inovações aceleradas. As marcas precisam ser parte da solução — provocar reflexões, incentivar escolhas conscientes e humanas”, reforça Mariana Sá, co-CCO da Africa Creative.

A ideia não é demonizar o celular, nem romantizar a desconexão total. A provocação é outra: será que não dá pra gente mudar essa relação? Usar a tecnologia a nosso favor, e não como muleta emocional? A Vivo acredita que sim — e quer começar essa conversa com você.

Tenho 25 anos, sou repórter, publicitário e obcecado pela cultura pop.