Kesha deixou de ser apenas um nome nas paradas musicais para se tornar CEO de sua própria startup, a Smash, uma plataforma desenvolvida para dar mais controle aos músicos sobre suas obras. A cantora, que ficou famosa com o hit “Tik Tok”, decidiu investir em tecnologia após enfrentar por quase uma década disputas judiciais com o produtor Dr. Luke.
“Eu passei por tanto para recuperar os direitos da minha própria voz”, disse Kesha durante o lançamento da plataforma, relembrando o processo encerrado em 2023, que envolveu acusações de abuso físico e pedidos para anular contratos com a gravadora de Dr. Luke.
Agora, a artista quer evitar que outros músicos vivam situações semelhantes. “Quero garantir que outros artistas possam trabalhar sem medo de perder o controle sobre sua arte.”
O que é a Smash?
A Smash é uma plataforma pensada como uma rede social para músicos, mas que vai além do networking. A proposta é oferecer uma ferramenta prática e segura para criar contratos mais transparentes e personalizáveis, permitindo aos artistas decidir como desejam negociar suas criações.
O app promete facilitar negociações diretas, como vendas de beats por valor fixo ou divisão de royalties, eliminando a necessidade de intermediários como gravadoras. “A Smash vai devolver o poder para as mãos dos criadores”, declarou Kesha. “Como artista, você tem uma visão e precisa de uma equipe para realizá-la, mas o mercado musical não oferece um espaço para isso. A única maneira de se unir é assinando contratos que muitas vezes não protegem o que é seu.”
A iniciativa conta com apoio do irmão da cantora, Lagan Sebert, cofundador da startup, e com nomes de peso do mundo da tecnologia, como Lars Rasmussen, cofundador do Google Maps e investidor da Canva.
Em julho, Kesha surpreendeu os fãs ao lançar o EP “BOY CRAZY. (SMASH REMIXES)”, um especial com remixes criados por fãs do single “BOY CRAZY.”, do álbum “.”, e selecionados pessoalmente pela cantora em colaboração com a plataforma SMASH.

