O julgamento de Sean “Diddy” Combs entrou em sua fase mais delicada: a deliberação do júri. Desde segunda-feira (30), um grupo de jurados está reunido para decidir se o rapper é culpado das cinco acusações que enfrenta, incluindo extorsão, tráfico sexual e prostituição interestadual.
A situação é complexa e as penas variam conforme os desdobramentos do julgamento. Caso o júri o considere culpado por tráfico sexual, Diddy pode pegar a pena mais severa: no mínimo 15 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua. Isso porque a acusação envolve o uso de violência, chantagem e dinheiro para coagir Cassie Ventura e uma mulher identificada como “Jane” a participarem de festas sexuais em hóteis, conhecidas como “freak-offs”.
Se for absolvido dessas acusações, mas condenado por extorsão sob a Lei RICO, as penas podem variar de zero a 20 anos, dependendo dos crimes subjacentes, como suborno, tráfico de drogas ou o suposto incêndio ao carro de Kid Cudi em 2012. Em um cenário ainda mais complexo, se o júri considerar Diddy culpado tanto por RICO quanto por prostituição interestadual, ele pode enfrentar até 40 anos de prisão.
Existe também a possibilidade de absolvição total. Nesse caso, Diddy seria imediatamente liberado da detenção preventiva e não poderia ser julgado novamente pelas mesmas acusações, conforme o princípio da dupla penalidade.
Vale lembrar que as penas máximas são apenas um teto. A decisão final cabe ao juiz, que considerará diretrizes do Departamento de Condicional dos EUA e o histórico do réu antes de determinar a sentença. Esse processo pode levar meses após a decisão do júri.
