Um dos maiores nomes da música pop brasileira, o cantor Jão oficializou a volta aos palcos na noite desta sexta-feira (26), no Nubank Parque, em São Paulo. O show marca o início da turnê do álbum “Memórias Póstumas”, que promove o quinto trabalho do artista, com produção da 30e e Itaú Live.
A apresentação fez história ao receber mais de 50 mil pessoas e quebrar o recorde de público da história do Nubank Parque em shows nacionais e internacionais.
O show foi um verdadeiro espetáculo teatral. Jão dançou, se molhou com água, cantou em uma plataforma suspensa e até atuou. Com um palco 360° e duas passarelas que atravessavam todo o gramado, o músico esteve perto dos fãs em todo momento da noite.

”Eu quis criar um show que fosse o mais íntimo possível para esse disco. O mais íntimo para 50 e poucas mil pessoas, o que é um absurdo. Eu queria estar o mais pertinho de vocês o que eu conseguisse”, disse ele ao longo da noite.
O ar teatral não teve apenas Jão como protagonista. Já na abertura, o público se surpreendeu com um monólogo da atriz Isabel Teixeira. A vilã da novela ‘Quem Ama Cuida’ interpretou a Morte.
No texto, ela fez uma reflexão sobre a vida, a morte e o papel do ser humano na Terra. Também fez questionamentos a respeito da espera e do arrependimento. A participação da atriz também ocorreu durante os intervalos do setlist, amarrando o espetáculo com os monólogos.

Isabel dividiu o palco em alguns momentos com o ator Luiz Crepaldi, fantasiado de lobo-guará. O personagem faz referência ao álbum de estreia do cantor, “Lobos”, que foi lançado em 2018.
Mas o espetáculo teatral e magistral começou mesmo com Jão. Depois de um atraso de quase 30 minutos, o astro pop subiu ao palco com “Aurora”, uma das canções do novo disco. Na música inicial, Jão performou no meio do palco com dançarinos, que jogaram água e molharam o cantor, reforçando o ar catártico da noite.
“Aurora” talvez tenha sido a melhor escolha do setlist para começar os trabalhos. A música entrou logo nas graças dos jovens e animou a plateia, que vibrou e pulou rapidamente. A ligação do cantor com os fãs é um dos pontos altos do show. A conexão entre o ídolo e o público é uma das marcas da carreira de Jão.
Dividido em cinco atos, ele transitou pelos seus cinco trabalhos, priorizando o novo disco. Das 14 faixas, 13 estiveram presentes, com apenas “João” de fora. Na primeira parte, intitulada “Espírito”, o artista tocou em seguida as agitadas “Doce”, “Jabuticabeira”, “A Rua” e a reflexiva “Memórias Póstumas”, faixa-título do disco, que emocionou os fãs.
No segundo ato, “Amor”, o romântico Jão relembrou alguns dos seus sucessos e mostrou o motivo de ter conquistado uma fã-base tão fiel. O cantor conseguiu fidelizar um público com suas letras confessionais e até pessoais, conectando as questões e os conflitos de relacionamentos de forma leve e direta.
Nessa parte, ele cantou “Por Você”, “Essa Eu Fiz Pro Nosso Amor”, “O Arquiteto”, “Tudo Me Lembra”, momento em que Jão surpreendeu novamente e cantou em uma plataforma no alto do palco.
Ainda com a premissa de estar mais perto dos fãs, no terceiro ato, “A Perda”, Jão cantou no piano, ainda na plataforma suspensa, o hit “Acontece” e “Ainda Te Amo”.
Durante a passagem, ele fez um discurso emocionante antes de performar “Literatura”. Jão contou sobre o momento e como quase se arrependeu de lançar o trabalho. A canção fez os fãs chorarem.
O álbum de Jão fala, sobretudo, sobre o luto. O disco foi lançado após o cantor perder o pai, em 2025. “Sendo muito sincero. No dia 21 de julho, eu estava prestes a lançar “Memórias Póstumas” e eu me arrependi completamente de ter escrito ele. E no dia de 26 de julho, o dia do lançamento, foi um dos dias mais estranhos e difíceis da minha vida. Eu acho que não tinha me dado conta de que eu tinha feito um disco, de que eu ia ter que reviver as coisas tão íntimas […] Espero muito que a noite de hoje mude tudo isso. Muito, muito obrigado”, declarou.

No quarto ato, “Amor”, Jão apareceu no monólogo com Isabel Teixeira. Jão atuou com a atriz e iniciou, em uma dança, “Meninos e Meninas”, uma de suas canções mais famosas e que representa a bissexualidade. E, para acrescentar mais uma novidade, ele convidou a deputada federal Erika Hilton, que discursou. “A nossa alegria é uma arte revolucionária”, disse.
O ato ainda relembrou outros grandes sucessos da carreira, como “Idiota” e “Me Lambe”, que ganhou uma introdução reggae, e seguiu com uma versão acústica de “Rádio”, “Locadora” e “Curioso”, com Jão às alturas novamente.

Antes de “Tudo Me Lembra”, ele relembrou o momento difícil que passou no último ano e uma reflexão que fez durante a sua pausa.
“Esse disco me fez olhar para os detalhes. O pão, o ‘bom dia’. Antes eu achava que tudo precisava ser sentido de um jeito absurdo, mas tudo pode ser sentido também no real, na reza. Essa música é sobre os detalhes de uma pessoa. Da minha pessoa”.
Depois da história, o músico encerrou sua apresentação celebrando a vida. O ato teve o retorno de Isabel Teixeira, Jão e o lobo em ‘O Amor’. Ele seguiu para uma versão mais rock de “Religião”, fez uma sequência das agitadas “O Santo” e “Passeios Noturnos” e encerrou a noite com uma carta antes de performar “Catedral”.
“Eu não sou muito de explicar as minhas letras, porque acho que depois que a música vai pro mundo, ela se torna para todo mundo. Mas existe um detalhe sobre essa próxima que eu acho muito bonito, que é o significado do título dela. […] Para cada um de nós esse lugar pode ser uma coisa diferente, para mim, é cantar. Esse disco é o meu santuário, onde eu encontrei refúgio. Eu acho que eu escrevi essas letras para ver esse disco pensando nesse momento de agora, bem aqui. Para cada um, esse lugar vai ter um nome diferente, mas para mim, ela se chama Catedral”.
Para finalizar, ele desceu do palco e entregou flores aos fãs que estavam na grade, em mais um capítulo da relação bonita que foi construída nos seus últimos oito anos de carreira.
Jão não precisa fazer esforço para agradar uma base de fãs que já se mostrou fiel ao longo dos anos. Ainda assim, encontra maneiras de inovar e surpreender, usando a proximidade com quem o acompanha para transformar o show em um espaço de novas memórias e reflexões. Entre o espetáculo grandioso e os momentos de intimidade, o cantor mostra por que segue consolidado como um dos grandes nomes da música pop brasileira. Confira os melhores momentos em vídeos em nosso Instagram.
Turnê do Jão faz parte da plataforma Itaú Live

O Itaú Live, plataforma de música do Itaú, reúne uma programação que passa por diferentes estilos e gerações, com nomes como Xuxa, Jão, Mariah Carey, Seal, Lionel Richie, Rush, Jack Johnson, Emicida e Liniker.
Além da agenda variada, clientes Itaú têm acesso a pré-vendas exclusivas, descontos que podem chegar a 30%, parcelamento sem juros e experiências especiais, dependendo de cada evento. A plataforma também oferece o pacote Super Fã Itaú, que pode incluir passagem de som, meet & greet, hospitalidade e outros benefícios.
