Em agosto de 1965, o mundo conheceu Help!, o quinto álbum de estúdio dos Beatles, que nesta semana completa 60 anos. Mais do que um disco, Help! foi a trilha sonora do segundo filme da banda, inaugurando uma nova fase sonora e estética para o quarteto de Liverpool.
Lançado pela Parlophone no Reino Unido e pela Capitol Records nos Estados Unidos, o álbum chegou ao topo das paradas em países como Reino Unido, EUA, Alemanha e Austrália. Entre as 14 faixas da versão britânica, estão clássicos eternos como “Help!”, “You’ve Got to Hide Your Love Away”, “Ticket to Ride” e a mais famosa “Yesterday”, esta última interpretada apenas por Paul McCartney, acompanhado por um quarteto de cordas. Reconhecida pelo Guinness World Records como a música pop mais regravada da história, “Yesterday” se tornaria um marco não apenas na discografia dos Beatles, mas na história da música.
Produzido por George Martin, Help! combina melodias cativantes com letras mais introspectivas e uma tímida, mas promissora, experimentação nos arranjos e na produção.
O filme:

O longa-metragem Help!, dirigido por Richard Lester, foi o segundo filme estrelado pela banda. Diferente de A Hard Day’s Night, que trazia o charme do preto e branco com um falso tom documental, Help! mergulha nas cores vibrantes, no humor nonsense e na sátira britânica.
A trama é uma comédia improvável: Ringo Starr recebe um anel de sacrifício e se torna alvo de uma seita. O resultado mistura elementos de James Bond com esquetes cômicos, videoclipes disfarçados e cenários exóticos que vão de pistas de esqui ao Caribe. Embora hoje divida opiniões, em 1965 o filme foi um fenômeno cultural, estreando com presença da realeza e gritos histéricos de fãs ao redor do mundo.
A capa e o enigma dos sinais
A icônica foto da capa foi feita pelo fotógrafo Robert Freeman, que originalmente planejava retratar os Beatles com os braços formando a palavra “HELP” em código de semáforo, técnica usada em comunicações marítimas e aeroportuárias. Porém, na prática, a posição exata das letras não funcionava visualmente.
De última hora, Freeman improvisou novos gestos, que resultaram em uma sequência alfabética diferente. Em alguns países, a capa foi editada, alterando ainda mais a disposição dos Beatles, o que gerou inúmeras teorias conspiratórias sobre o significado dos sinais. Anos depois, o próprio fotógrafo explicou: “A ideia era soletrar H-E-L-P, mas não ficava esteticamente agradável. Então decidimos simplesmente posicionar os braços de forma que ficasse melhor na imagem.”