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Originais

Góticos, gays, punks e skatistas: por trás da ascensão do Lollapalooza

A história do festival de música é contada em uma nova série documental que guia os espectadores desde Rage Against the Machine até Chance the Rapper.
Felipe VannucciFelipe Vannucci22 de maio de 2024
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Público do festival comparece ao terceiro dia do Lollapalooza no Grant Park, em Chicago, Illinois. Imagem: Scott Legato/Getty Images.

Lollapalooza é um festival de música que se tornou um marco – o grande evento de verão que abriu caminho para que Coachella, Bonnaroo e Burning Man pudessem prosperar.

O produtor executivo Michael John Warren lembra de quando o Lollapalooza era descolado – um evento curioso conhecido apenas por ele e seus amigos na escola de New England. “Estávamos super interessados na primeira onda do punk rock americano e fazíamos muita música punk-jazz vanguardista”, diz o renomado diretor de documentários.

“Quando vi a lineup do primeiro Lollapalooza – Living Colour, Siouxsie and the Banshees, Nine Inch Nails – tivemos que ir. Entramos e havia milhares de jovens pulando, se jogando na plateia – quase uma rebelião. Foi quando percebi que não era só eu e meus amigos estranhos que nos sentíamos assim. Estávamos fervorosos.”

O último documentário de Warren, Lolla: The Story of Lollapalooza, não é apenas uma retrospectiva dos últimos 30 anos, mas uma reflexão sobre as forças culturais por trás da música. Produzido em parceria com a MTV Entertainment Studios, o documentário estreou no Festival Sundance no início deste ano e é, na prática, um único filme dividido em três partes de uma hora – para facilitar o streaming na Paramount+.

Uma parte do primeiro episódio é dedicada ao que o fundador do Living Colour, Vernon Reid, chama de “os filhos do divórcio hippie”, os gen X que iam ao festival todos os anos para beber, usar drogas e extravasar suas frustrações com o que seus pais descreveriam como “barulhentas”.

A cena musical underground se tornando mainstream

Durante o início do festival nos anos 90, o Lollapalooza não só ajudou a guiar a cena musical alternativa underground para o mainstream, mas também converteu muitos daqueles jovens frustrados em eleitores registrados, ativistas ambientais e defensores da Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

“No episódio 1, há pessoas falando sobre uma petição para destituir Clarence Thomas”, diz o co-produtor executivo James Lee Hernandez. “Isso mostra como a cultura jovem ajuda a concretizar mudanças, e como muitos dos problemas que tínhamos ainda persistem hoje.”

Conforme conta o documentário, o Lollapalooza herdou o senso de missão do padrinho da música alternativa Perry Farrell, do Jane’s Addiction. A banda estava chegando ao fim quando Perry teve a ideia de adicionar alguns dos seus atos favoritos ao show final.

A ideia, explica Perry, era criar um evento carnavalesco onde ideias diversas pudessem se comunicar e artistas pudessem experimentar sons sem pressão comercial. “Dinheiro nem sempre ajuda a arte”, diz ele no filme. “Na verdade, muito dinheiro destrói a arte.” Uma vez que Perry escolheu o nome Lollapalooza, uma palavra antiga tirada dos Três Patetas, série de 1965, o festival saiu em uma turnê por 21 cidades.

Ninguém esperava que o circo itinerante se tornasse um gigante cultural – talvez menos ainda Perry. “A reação dele à reação de todos foi ótima”, diz Hernandez, lembrando a experiência de assistir ao filme com Perry e uma plateia cheia no Sundance. “Mesmo indo a todos os festivais, vê-lo se conectar de forma tão visceral com o que ele estava fazendo foi realmente especial de assistir.”

O Lollapalooza permaneceu um evento itinerante até o início do século antes de se estabelecer permanentemente em Chicago. O festival trouxe de volta memórias dos góticos, gays, punks e skatistas que dominaram o Grant Park, local onde acontece o Lolla Chicago.

No documentário, o rapper americano Ice-T chama o Lolla de primeiro festival musical eclético americano. Mas, para mim, é Chance the Rapper, que nasceu em Illinois, Chicago, que realmente disse tudo. “Se você está em Chicago, vai tem que ir no Lolla. É a coisa certa a se fazer.”

Dave Navarro e Perry Farrell do Jane’s Addiction no Lollapalooza em 2003. Imagem: Eo/Keystone USA/Rex/Shutterstock

Artistas protestavam contra a censura no Lollapalooza

Ao longo do documentário, há um retorno a uma época mais simples, quando a MTV era a autoridade musical que cobria o Lollapalooza como o Super Bowl. Além de ser um palco para novas bandas, o Lollapalooza era um terreno fértil para protestos contra a censura artística e musical.

Em uma edição, membros do Rage Against the Machine, pelados, largaram seus instrumentos para protestar contra o Centro de Recursos Musicais para Pais (PMRC, sigla em inglês) uma organização americana fundada em 1985 por Tipper Gore, advogada americana e ex-esposa do ex-presidente Al Gore, e outras esposas de políticos proeminentes, que tinha como objetivo aumentar o controle dos pais sobre o acesso das crianças a conteúdos considerados inadequados em letras de músicas.

“Kurt Loder, Tabitha Soren e aquele pessoal faziam parte de uma era do jornalismo musical que falava com a gente, adolescentes, mas como adultos”, diz Perry Warren, que sente falta dos tempos antigos.

“Há tantas maneiras de conhecer música, e acho que as pessoas estão se sentindo perdidas. Precisamos voltar a ter… não um guardião, mas um filtro. Alguém como o crítico e autor americano Kurt Loder, que tinha credibilidade. Nunca será como era quando só tínhamos três redes de TV neste país. Mas eu adoraria que voltasse a ser quando uma pessoa era uma fonte realmente confiável de informação.”

Lollapalooza ajudou artistas a alcançar a fama

À medida que mais artistas se tornaram grandes estrelas a partir do palco do Lollapalooza –, como Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers, Green Day – o festival evoluiu para o tipo de empreendimento comercial multimilionário que Farrell tentou evitar desde o início. Sua decisão de continuar veio após uma longa reflexão. No final, diz Lazarte, “Perry fez as pazes com a forma como a arte e o comércio precisam trabalhar juntos.”

Hoje, o Lollapalooza continua como um evento fixo em Chicago com algumas edições internacionais, e Perry Farrell ainda está muito envolvido. É graças a ele, dizem os cineastas, que conseguiram reunir tantos dos rockstars que já tocaram no festival.

Mas a história deste festival marginal é tanto sobre aqueles que vieram quanto sobre aqueles que conquistaram. “Assumi este projeto porque parecia impossível. Mas também era a minha cultura. Explorei muito ao longo da minha carreira, mas esta é a primeira vez que olho para minha própria vida e coloco tudo isso para o mundo ver.”

Lolla: The Story of Lollapalooza está disponível agora na Paramount+.

Esta é uma tradução feita pelo Conexão Pop de Goths, gays, punks and surfers: behind the wild rise of Lollapalooza do The Guardian.

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Sou do Rio e muito provavelmente estou na praia ouvindo alguma playlist de verão.

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