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Entrevistas

Festival SheRocks! estreia no Brasil no Dia da Mulher celebrando a força feminina nos palcos

Com line-up formado por Duda Beat, Day Limns, Budah e Tasha & Tracie, evento transformou o Dia da Mulher em um encontro de música, discurso e representatividade.
Gustavo CaribeGustavo Caribe9 de março de 2026
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Foto: Gabi Ramos
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O festival SheRocks! chegou ao Brasil transformando o Dia Internacional da Mulher em um encontro entre música, discurso e representatividade. A primeira edição do festival no país aconteceu em 8 de março, na Audio, em São Paulo, reunindo nomes que ajudam a definir a música brasileira contemporânea. No palco, Duda Beat, Day Limns, Budah e Tasha & Tracie conduziram um line-up que misturou pop, rap e cultura urbana, diante de um público que ocupou a casa ao longo de toda a tarde e noite.

Foto: Gabi Ramos

Se antes do show o tom era de expectativa, após a apresentação Budah carregava o entusiasmo de quem viu sua música ecoar em um palco tão simbólico. A rapper destacou a força do R&B brasileiro e como o gênero é visto fora do país.

“A música brasileira é muito rica de instrumentos, de construção musical. A gente tem a bossa nova, que a galera usa muito para fazer records e várias outras coisas. Então eu acho que o R&B lá fora é bastante consumido. Tenho certeza que muita gente escuta a gente ali no cantinho de casa e fica estudando. Talvez eles não divulguem o tanto que estão ouvindo, mas tenho certeza de que a galera internacional está sempre de olho na gente”, revelou Budah.

Natural do Espírito Santo, a artista também falou sobre como as referências de sua terra natal moldam sua identidade sonora.

“Eu sempre escutei todo tipo de música no Espírito Santo. Lá também é um lugar que tem muito reggae, muito congo que é um som muito específico de lá, muito forró, muito samba, muito funk. Eu venho com essa bagagem e sempre tento colocar isso no que eu faço. Automaticamente, em alguma música, eu vou fazer alguma coisa que carrega essa referência. Porque é isso, é de onde eu vim”, compartilhou a artista.

Sobre futuras parcerias, a rapper revelou que a conexão pessoal é tão importante quanto a musical.

“A primeira coisa que eu observo nas pessoas com quem eu posso colaborar é como elas são musicalmente. Mas também acho importante ter uma conexão pessoal, de eu gostar de estar com aquela pessoa, de sentir que ela é legal. A partir disso fica mais natural colaborar e construir algo juntos”, concluiu o nosso bate papo.

Foto: Gabi Ramos

Pouco antes de subir ao palco, Duda Beat bateu um papo com o Conexão Pop sobre a transformação de sua sonoridade ao longo da carreira. Para a artista, embora a essência de suas composições permaneça intacta, a forma como elas são apresentadas ao público ganhou novas camadas.

“Eu sinto que a vulnerabilidade e o empoderamento, que são coisas que eu falo desde o início da minha carreira até hoje, ainda estão muito presentes. Acho que o que mudou um pouco foi a roupa dessas canções. Quando a gente fala de roupa, a gente fala de arranjo. Então os arranjos mudaram, ganharam outras camadas, outras formas”, explicou a cantora. Duda também refletiu sobre o amadurecimento pessoal que reflete em sua arte: “Sinto que eu perdi um pouco aquela ingenuidade que eu tinha no primeiro disco. Eu era uma menina muito romântica e ingênua. Ao longo dos discos fui perdendo um pouco disso, mas a vulnerabilidade ainda está ali”.

Questionada sobre sua posição dentro do gênero pop, Duda reafirmou seu desejo de continuar explorando fronteiras musicais.

“Eu acho que a Duda Beat de hoje é uma artista que ama misturar gêneros desde o início. Eu sou uma pessoa que pensa muito assim: eu gosto tanto de música, de tantos tipos diferentes, que quero fazer todos eles. Tenho essa fome de mergulhar nos gêneros, de trazer um e misturar com o outro. Tem alternativo, tem pop, tem MPB… eu acho que é um pouco de tudo”, afirmou.

A estreia do SheRocks! no Brasil deixou uma impressão clara: o festival consolidou-se como um espaço essencial de escuta, troca e afirmação de vozes femininas dentro da música nacional.

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Gustavo Caribe

Entre um refrão da SZA, um drop do Travis Scott respiro música, cultura e audiovisual. Escrevo como quem vive o som, a tela e o feed ao mesmo tempo.

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