Falar de Gaby Amarantos é falar de cores, potência e, acima de tudo, da resistência e inovação que brotam do Norte do Brasil. Na última sexta-feira (7), a artista desembarcou na Audio, em São Paulo, para uma apresentação histórica que celebrou o primeiro aniversário do projeto ‘Rock Doido’.
Entre um show e outro de uma agenda lotada nos principais festivais do país, Gaby conversou com o Conexão POP sobre a essência desse trabalho, a saudade de casa e como a periferia de Belém continua sendo sua maior fonte de inspiração.
Nesta turnê, você tem percorrido diversos estados como São Paulo e Minas Gerais. O que mais te faz sentir saudade de Belém quando você está longe de casa?
Gaby Amarantos: Ai, quando não tem o meu açaí com charque, eu fico com muita saudade! (risos). Mas, além da comida, sinto muita falta das festas de Belém. A gente tem celebrações que são simplesmente inacreditáveis. Acabamos de vir do ‘Charque da Gaby’ e foi uma noite icônica. Eu realmente acho que o Brasil precisa aprender a fazer festa com a gente. Por isso é tão bom levar o ‘Rock Doido’ para outros lugares, porque ele consegue amenizar um pouquinho dessa saudade e mostrar essa energia para o resto do país.
O projeto ‘Rock Doido’ está completando um ano rodando os palcos. Olhando para a ideia inicial, lá no começo, o que ele se tornou hoje? Qual foi o maior aprendizado que essa estrada te trouxe?
Gaby Amarantos: Esse projeto virou um grande “megazord”! A gente não imaginava, inclusive, que ele se tornaria algo tão importante para a indústria. Se pararmos para observar, acredito que o ‘Rock Doido’ inspirou muitos artistas a investirem em audiovisuais mais longos, a contarem histórias através de uma narrativa. O audiovisual sempre foi algo muito forte para mim e eu nunca desisti dele, mesmo quando todo mundo dizia: “Você é louca, as pessoas não estão lançando nem mais clipe e você vai fazer um filme?”. Eu dizia que ia fazer e que ia dar certo. Ele trouxe essa revolução de ter coragem de ir contra o que todos estão falando e propor inovação. O ‘Rock Doido’ é uma grande inovação que vem da periferia de Belém do Pará.
Você pretende estender esse projeto ou já tem alguma novidade chegando por aí?
Gaby Amarantos: A gente vai seguir com essa turnê ainda, quero aproveitá-la por mais um tempo. Agora, no segundo semestre, estamos nos principais festivais e eu estou muito feliz, porque nunca fiz show em tantos festivais simultaneamente. No dia 21, teremos um show especial do ‘Rock Doido’ na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. Sobre os próximos passos, eu ainda não parei para pensar de verdade, mas posso adiantar uma coisa: vai ser algo totalmente fora do que vocês estão imaginando!
Para quem está indo a Belém pela primeira vez e quer conhecer a essência do ‘Rock Doido’, qual aparelhagem você indica?
Gaby Amarantos: Para quem vai a Belém pela primeira vez, eu não posso cometer a injustiça de indicar uma só. Você precisa conhecer o Carabao, o Tupinambá ou o Croco. Essas são as três grandes e principais aparelhagens, que estão com estruturas muito bonitas e entregam shows potentes. Elas traduzem perfeitamente essa grande loucura e a pirotecnia que definem o que é o ‘Rock Doido’.
Com o ‘Rock Doido’ completando um ano de sucesso e uma agenda repleta de festivais, a cantora prova que a inovação paraense não tem limites e que o Brasil, cada vez mais, está pronto para se render ao ritmo e à potência que vem do Norte.
