Eduarda Bittencourt Simões ou Duda Beat, é um dos nomes mais proeminentes do pop brasileiro contemporâneo, celebra neste mês oito anos de uma carreira marcante, consolidada por uma estética sonora e lírica que mistura brega, pop e uma vulnerabilidade sem filtros. A data, 27 de abril, não é apenas um marco, mas um portal para dois capítulos essenciais de sua trajetória: os álbuns “Sinto Muito” (2018) e “Te Amo Lá Fora” (2021).
Foi em 27 de abril de 2018 que Duda Beat fez sua estreia com “Sinto Muito”, um disco que rapidamente se tornou um fenômeno. A artista apresentou ao público uma sonoridade autêntica e letras que abordavam o amor não correspondido de uma forma crua e honesta, ressoando com uma geração inteira.
“27.04.2018 foi quando compartilhei com o mundo o que já estava dentro de mim há um tempo: minhas histórias e meus sentimentos em forma de canções”, relembrou a cantora em suas redes sociais.
O impacto de “Sinto Muito” foi imediato. Faixas como “Bixinho” projetaram Duda Beat nacionalmente, rendendo-lhe o Troféu APCA de revelação e a inclusão entre os melhores álbuns do ano pela Rolling Stone Brasil. A própria Duda descreve o álbum como o início de tudo: “O Sinto Muito representa o início de tudo e é um disco muito importante para mim. É um disco onde eu estou iludida. Esse sentimento da ilusão, da não correspondência do amor, fica muito vivo quando eu visito esse disco. Ele marca o início de tudo e foi onde eu me descobri cantora, compositora. Esse disco deu start à minha nova vida!”.
Três anos depois, em 2021, Duda Beat lançou “Te Amo Lá Fora”, que se apresenta como uma continuação direta e um contraponto emocional ao seu antecessor. Se “Sinto Muito” é a ilusão, “Te Amo Lá Fora” é o choque, o momento em que a fantasia se rompe e a realidade se impõe. O segundo álbum aprofunda o universo emocional da artista, explorando o processo de encarar o fim, a ausência e, sobretudo, a si mesma.
“Ele simboliza a continuação da história, né? Que a desilusão acontece e que desilusão ela é boa quando se cai na realidade”, comenta Duda sobre “Te Amo Lá Fora”. Ela destaca o amadurecimento musical e emocional presente no trabalho, exemplificado pela faixa “Meu Pisêro”, onde a cantora afirma: “Tá tudo perdoado, ninguém é obrigado a me amar”.
Mais do que dois álbuns, a obra de Duda Beat revela um arco emocional coeso, que parte da idealização, atravessa a queda e culmina na reconstrução. Essa jornada é o que sustenta a força de sua arte e a consolidou como uma das vozes mais relevantes do pop brasileiro. “Existe um caminho muito bonito entre ‘Sinto Muito’ e ‘Te Amo Lá Fora’, e eles dialogam dessa forma. São álbuns que ressoam muito, muito fortemente dentro de mim, nos palcos do Brasil e do mundo. E isso é muito importante e maravilhoso. Hoje eu celebro esses dois filhos incríveis”, conclui a artista.

