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Originais

Country, Beyoncé e a disputa cultural que transforma o gênero

Artistas negros e LGBTQIA+ desafiam o conservadorismo do country e resgatam as raízes originais do gênero
Felipe VannucciFelipe Vannucci4 de agosto de 2025
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O country, gênero musical tradicionalmente ligado à cultura branca e conservadora dos Estados Unidos rurais, vive um momento de transformação e conflito. Uma nova geração de artistas negros, LGBTQIA+ e aliados, como Beyoncé, Lil Nas X, Brittney Spencer e as drag queens Trixie Mattel e Chappell Roan, tem desafiado as definições tradicionais do estilo, resgatando as origens negras do gênero.

Beyoncé, por exemplo, lançou o álbum Cowboy Carter, que mistura country, hip-hop e R&B, e se tornou a primeira artista negra a vencer o Grammy de melhor disco country em quase 60 anos.

A vitória da cantora, no entanto, gerou reação contrária de parte do público tradicional. Gavin Adcock, um nome mais tradicionalista do country, afirmou que “Vamos atrás dela. Essa porcaria não é country nem nunca será”. Esse tipo de resistência já tinha sido expressada anteriormente, como quando Dylan Scott chamou a premiação de “uma farsa”. Essa disputa resultou em uma mudança no Grammy, que a partir do próximo ano premiará dois discos de country, um contemporâneo e outro tradicional, como tentativa de diminuir as tensões geradas por Beyoncé.

Além das questões musicais, essa disputa tem forte conteúdo político. Beyoncé, por exemplo, se posicionou contra o presidente Donald Trump, contrariando a maioria dos artistas do country. O jornalista Kyle Coroneos, do site Saving Country Music, comenta que “Artistas e fãs puristas não gostam de compartilhar a música country. Para eles, o gênero deve pertencer aos Estados Unidos rural, dos agricultores e fazendeiros”. Esse público tem como alvo não só Beyoncé, mas também artistas como Shaboozey, que fez sucesso com “A Bar Song (Tipsy)”, e outras cantoras que participaram do álbum Cowboy Carter, como Brittney Spencer, Tiera Kennedy e Reyna Roberts.

A rejeição não se limita ao lado político

O crítico Kyle Coroneos argumenta que “O que faz ‘Cowboy Carter’ não ser um álbum de country, por exemplo, é a ausência de instrumentos como banjo e bandolim e o exagero dos sons eletrônicos e das misturas com hip-hop, R&B e até funk brasileiro”. Kyle ainda afirma que “A intenção não era fazer um álbum country, mas mesclar vários gêneros. A própria Beyoncé disse isso. Os fãs e a mídia quiseram vender a ideia de que o disco era country. Por motivos de marketing, ela deve ter entrado no jogo.”

A pesquisadora Jada Watson, doutora em musicologia, destaca um viés da indústria: “Essa indústria não é amigável com forasteiros, com quem não vive ou bajula o mercado de Nashville.” Jade ressalta que homens brancos já misturaram country com outros gêneros sem enfrentar o mesmo tipo de crítica, citando a dupla Florida Georgia Line, conhecida por unir country, pop, hip-hop e música eletrônica.

Essa disputa também passa pela história do country, que tem raízes negras frequentemente apagadas. Beyoncé, que toca banjo em “Texas Hold’Em”, um instrumento trazido aos Estados Unidos pelos escravizados africanos, busca resgatar essa origem. A professora Francesca Royster, autora do livro Black Country Music: Listening for Revolutions, explica que “Músicos brancos hoje vistos como criadores do gênero, como o grupo The Carter Family, na verdade foram aprendizes dos negros. Essa história foi apagada para reforçar a ideia de segregação, de que essas comunidades viviam, tocavam e amavam separados, cada um à sua maneira.”

Beyoncé enfrenta essa rejeição desde 2016, quando cantou numa premiação country e foi criticada por nomes como Travis Tritt e Alan Jackson, que teria deixado o salão durante a apresentação da artista. Mas Beyoncé segue firme em seu propósito, abrindo espaço para outros artistas não brancos e LGBTQIA+ que desafiam o conservadorismo do gênero.

Para Kacey Musgraves, vencedora do Grammy com o álbum Golden Hour, “Ainda há um caminho a percorrer, mas o gênero está mesmo se abrindo”. A cantora celebra a diversidade ao cantar “Beije muitos meninos/ ou muitas meninas/ se você estiver a fim”, na música “Follow Your Arrow”.

Nos shows da Cowboy Carter Tour, Beyoncé levou o country para além dos Estados Unidos, mostrando que “Aquelas ideias antigas/ agora estão enterradas aqui/ amém”, como a artista canta em “AMERIICAN REQUIEM”.

Assim, o country se torna palco de uma disputa cultural que reflete debates maiores sobre raça, gênero e poder dentro e fora da música.

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Felipe Vannucci
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Sou do Rio e muito provavelmente estou na praia ouvindo alguma playlist de verão.

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