O som mal baixou nos palcos do Parque Papa Francisco e a organização do Rock in Rio Lisboa já está com os olhos cravados no futuro. Após encerrar sua 11ª edição com marcas históricas, o festival não perdeu tempo e confirmou seu retorno para 2028, garantindo que a nova casa (o antigo Parque Tejo, que abraçou o evento a partir deste ano) continuará sendo o cenário da festa.
Para quem já quer se planejar, o reencontro com a música na capital portuguesa tem datas marcadas: 17, 18, 24 e 25 de junho de 2028.
O balanço de uma edição gigante
A aposta na mudança de endereço se pagou na prática. Ao longo de quatro dias de shows, o evento arrastou cerca de 330 mil pessoas, registrando lotação esgotada nos dias comandados por Katy Perry e pelo retorno do Linkin Park. Só no primeiro fim de semana, o fluxo passou da marca dos 200 mil visitantes.
O gigantismo do público exigiu respostas rápidas na estrutura. Para evitar os tradicionais gargalos de grandes festivais, o espaço ganhou um “respiro” de 25 mil metros quadrados extras, além de reforços práticos: as áreas de alimentação cresceram 30% e o número de banheiros saltou 40%.
“O novo espaço permitiu ampliar a capacidade e melhorar a experiência de quem nos visita”, destacou Roberta Medina, vice-presidente do festival, sinalizando que o Parque Papa Francisco foi definitivamente aprovado como a morada oficial do evento em Portugal.
O próximo desafio: Conquistar a Europa
Se a estrutura física convenceu, o foco estratégico da organização agora se volta para as fronteiras. Embora o Rock in Rio Lisboa tenha atraído cidadãos de 127 nacionalidades diferentes, o público estrangeiro representou apenas 8% do total de ingressos vendidos.
A meta para as próximas edições é morder uma fatia maior do turismo internacional, sobretudo o europeu. A ideia, segundo Medina, não é descaracterizar o DNA local do festival, mas sim envelopar Lisboa como o destino definitivo de cultura e entretenimento no continente.
A receita para isso continua sendo a mistura de ritmos sem barreiras. Em 2026, o line-up costurou lendas do pop e do rock, como Rod Stewart, Cyndi Lauper e Joss Stone, ao lado da força do rap de 21 Savage e Central Cee, além de uma forte comitiva brasileira que incluiu do trap de Matuê ao pagode de Belo. É essa diversidade que o festival pretende usar como passaporte para atrair ainda mais olhares do mundo em 2028.
