No último fim de semana, Smashing Pumpkins trouxe toda a força do rock para o Brasil: e tivemos como comprovar. Formada nos anos 80, a banda é uma referência no rock alternativo e, no último domingo (3), trouxe para São Paulo uma apresentação eletrizante no Espaço Unimed, com patrocínio da Heineken.

Este retorno ao Brasil, parte da turnê “The World Is A Vampire”, marcou a primeira vez que o Smashing Pumpkins pisou no país após nove anos. A banda já havia feito uma apresentação em Brasília, na última sexta-feira (1º), mas a expectativa para o show em São Paulo era enorme — e foi amplamente correspondida.

Clássicos e energia desde o início

Foto: Fernando Yokota

Depois de uma abertura animada com a banda Terno Rei, o Smashing Pumpkins foi ovacionado pelo público. O show começou com “The Everlasting Gaze” e “Doomsday Clock”, músicas dos álbuns “Machina/The Machines of God” (2000) e “Zeitgeist” (2007), respectivamente. No entanto, foi com os primeiros acordes de “Today” que o público entrou em sintonia total com a banda. A canção, um dos grandes sucessos de 1993, fez o Espaço Unimed explodir em coro, deixando claro o quão atemporal é a relação da banda com seus fãs.

Ao longo da apresentação, o vocalista Billy Corgan conduziu o show com maestria, mostrando por que é um dos nomes mais influentes do rock alternativo. Embora tenha trocado poucas palavras com o público, sua presença no palco e a intensidade de sua performance foram suficientes para manter todos engajados.

James Iha, Kiki Wong e a química no palco

O show também foi marcado pelo carisma e talento dos outros membros da banda. James Iha, guitarrista e parceiro de longa data de Corgan, mostrou não só sua habilidade nos solos de guitarra, mas também sua simpatia. Em um dos momentos mais descontraídos, Corgan comentou que Iha havia assistido à corrida de Fórmula 1 em São Paulo, o que gerou risadas e piadas com o nome do vencedor, Max Verstappen.

A nova guitarrista, Kiki Wong, trouxe ainda mais energia ao palco, demonstrando uma grande química com Iha. Suas trocas de riffs distorcidos e solos poderosos enriqueceram ainda mais o show, enquanto o baterista Jimmy Chamberlin entregou um desempenho impecável, com direito até a um solo de bateria que arrancou aplausos da multidão.

Momentos de intimismo e catarse

Uma das qualidades mais marcantes do Smashing Pumpkins ao vivo é a capacidade de alternar entre momentos de pura energia e momentos mais introspectivos. Em uma das partes mais bonitas do show, Billy Corgan se apresentou sozinho no palco para tocar dois covers emocionantes: “Landslide” do Fleetwood Mac, e “Shine On, Harvest Moon” de Ruth Etting. Logo após, a banda voltou com tudo ao som de “Bullet With Butterfly Wings”, um dos grandes clássicos dos anos 90, levando o público à loucura.

O ápice do show veio com as performances de “1979” e “Zero”, dois dos maiores sucessos do álbum “Mellon Collie and the Infinite Sadness”. Esses momentos culminaram em uma explosão de energia compartilhada entre a banda e o público, criando uma atmosfera de celebração e êxtase. A conexão entre a banda e seus fãs foi tão forte que Billy Corgan não hesitou em afirmar nas redes sociais que o show em São Paulo foi um dos melhores da história do Smashing Pumpkins.

Confira a setlist do show

The Everlasting Gaze
Doomsday Clock
Zoo Station
Today
That Which Animates the Spirit
Tonight, Tonight
Beguiled
Ava Adore
Disarm
Landslide
Shine On, Harvest Moon
Mayonaise
Bullet With Butterfly Wings
Empires
Perfect
Sighommi
1979
Jellybelly
Gossamer
Cherub Rock
Zero

BIS
Ziggy Stardust

Tenho 25 anos, sou repórter, publicitário e obcecado pela cultura pop.