Recentemente, Anitta lançou EQUILIBRIVM II, nono álbum de estúdio da carreira, reunindo artistas de diferentes gerações da música brasileira. O projeto dá continuidade ao trabalho apresentado em abril e chegou acompanhado de um curta-metragem musical exibido no Multishow, no Globoplay e no YouTube.
O disco reúne 17 faixas produzidas no estúdio da residência da cantora, no Rio de Janeiro. A proposta aposta em um processo colaborativo que aproxima nomes consagrados da MPB, representantes da cena contemporânea e novos talentos.
Maria Bethânia e Alceu Valença participam do disco
Entre os convidados mais conhecidos, Maria Bethânia participa da faixa “Ogum Me Rodeia”, com a declamação de um poema dedicado ao orixá Ogum. Após o lançamento, a artista baiana comentou o convite nas redes sociais e celebrou o projeto.
Alceu Valença divide os vocais com Anitta em “Não Me Cutuca”, enquanto Mart’nália marca presença em “Feitiço”, música que utiliza um sample de “Botaram Feitiço”, composição de J. B. de Carvalho.
Projeto reúne artistas da nova geração
O álbum também conta com participações de MC Tha, Alexandre Carlo, vocalista do Natiruts, Mestrinho, King Saints, Katú Mirim, Letícia Fialho, Brô MC’s e Kbrum.
A produção inclui participação do trio Los Brasileros na faixa de abertura “Você Já Sabe”, composição que combina elementos do candomblé com o tamborzão do funk. O Grupo Ofá, coletivo ligado ao Terreiro do Gantois, participa de “Contemplação”, música interpretada com versos em iorubá.
Segundo informações divulgadas pela produção, Letícia Fialho entrou nas gravações após Anitta demonstrar interesse pelo timbre da cantora. A compositora também assina três músicas presentes no álbum.
Espiritualidade conduz o conceito do álbum
Assim como o primeiro volume, EQUILIBRIVM II desenvolve temas ligados à espiritualidade e à ancestralidade brasileira.
A faixa “Eu Não Sou Santa”, gravada com Mestrinho, apresenta referências a Nossa Senhora Aparecida. Já “Deus Mãe”, parceria com King Saints, incorpora um sample de “Plantadeira”, de Minuska Lima.
O repertório também inclui “Azul”, versão em espanhol da composição de Djavan. De acordo com Anitta, o cantor aprovou a adaptação da música. A direção musical e artística do projeto ficou sob responsabilidade de Nídia Aranha.
Anitta destaca caráter pessoal do trabalho
Durante a divulgação do álbum, Anitta comentou a construção do projeto e ressaltou a conexão pessoal com as novas canções.
“Me coloquei inteira nesse disco. Quem ouvir vai perceber isso. São músicas que têm muito da minha espiritualidade, da minha visão de mundo, das brasilidades que me encantam e pitadas autobiográficas também”, afirmou a artista em comunicado.
