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ENTREVISTA: Com Black Star, Amaarae revela desejo de “ser um símbolo global para Gana”

Depois de se apresentar no Coachella e Lollapalooza, a artista ganesa-americana chega com álbum ousado, experimental e uma conexão profunda com a cultura africana
Felipe VannucciFelipe Vannucci11 de agosto de 2025
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Amaarae construiu uma carreira com base na ousadia criativa, misturando R&B, Afropop e sons eletrônicos experimentais com uma estética de alta moda. Os vocais delicados em faixas como “Princess Going Digital”, “Co Star” e “Angels in Tibet” viralizaram no Tiktok.

Depois do sucesso do segundo álbum Fountain Baby e shows em grandes festivais, como Lollapalooza e Coachella, e ter sido ato de abertura para Childish Gambino e Sabrina Carpenter, o novo trabalho BLACK STAR traz uma visão mais ampla, celebrando as raízes africanas enquanto desafia limites na música.

Em entrevista ao site oficial do GRAMMY, Amaarae fala sobre a relação renovada com Gana, o desejo de romper com padrões na música africana e os planos para o futuro. Confira:

Uma das mensagens mais fortes que passam em Black Star é o quanto ele reflete profundamente a sua identidade, as diferentes facetas de quem você é. Pode explicar cada uma dessas camadas?

Amaarae: O motivo pelo qual eu nomeei este álbum Black Star é porque, quando eu voltei para Gana em dezembro passado, percebi que meu relacionamento com meu país mudou. Eu estava recebendo muito amor das pessoas de lá. Isso indicou uma mudança, não só na perspectiva, mas no que as pessoas queriam ouvir e ver dos artistas delas. Foi muito revigorante. Eu lembro que quando comecei, existia muita tensão entre mim e a cena musical ganense ou, de modo geral, o cenário cultural de Gana. As pessoas tinham dificuldade em me entender e em entender por que minha música e meus visuais eram tão diferentes. Então, acho que a primeira camada é um retorno a mim mesma.

Ao me ver refletida nas pessoas que agora me mostravam carinho, eu entendi que alcançamos uma espécie de entendimento mútuo. As pessoas desenvolveram um desejo e sede não só de me conhecer e aprender mais sobre mim, mas de explorar suas próprias mentes, espíritos e pensamentos. Elas começaram a querer mais dos músicos que as representam. Foi aí que eu decidi que queria ser um símbolo global para Gana.

Também reconheço o fato de que, apesar de ser mulher, eu desafio normas convencionais. Eu caminho bastante na linha da androginia. E dentro da África, especialmente em um lugar muito religioso, a androginia é algo interessante. As pessoas têm dificuldade em colocar isso numa caixa e, quando não conseguem, ou rejeitam ou ficam curiosas. Eu acho que consegui quebrar esse molde e abrir um pouco mais essa conversa.

Eu adoro que você tenha mencionado como as pessoas não te entenderam de início, isso faz parte do que te tornou uma das pioneiras do alté na África. Esse termo sempre foi usado para descrever a cena de onde você veio, mas você acha que agora ele parece pequeno para seu alcance global? Você superou esse rótulo?

Amaarae: Dizer que eu superei o rótulo alté — que foi fundamental para eu ganhar a exposição global que tenho — seria loucura. Meu último vídeo, “S.M.O.”, é alté em sua essência. É excêntrico, avança o gênero e faz você pensar: O que essa garota está tentando dizer? Por que ela está dizendo desse jeito? Isso, para mim, sempre foi o que o alté representou na música africana. As pessoas sempre olharam e perguntaram: “O que diabos está acontecendo?” Mas isso sempre me intrigou.

Alté sempre foi a próxima fronteira, o espaço que eventualmente informa o som que vira mainstream no Afrobeats. Então, enquanto eu continuar quebrando barreiras e gêneros, nunca vou deixar de ser alté. Só que agora é numa escala maior, em que eu também tenho aspirações de estrela pop. Mas mesmo essas aspirações pop são, em sua raiz, alté. Eu ainda carrego essa bandeira comigo. A cultura, o som, a linguagem visual, tudo isso me acompanha. Então, não, eu não acho que superei o rótulo. Pelo contrário, acho que estou dando ainda mais visibilidade para ele.

Você mencionou que gostaria de expandir os limites da música africana com Black Star. Como exatamente?

Amaarae: Este álbum experimenta bastante com gêneros eletrônicos, mas isso não é novidade para o Afrobeats ou para a música africana em geral. Se voltarmos para a época de D’Banj, P-Square, Don Jazzy, ou mesmo quando o Azonto estava no auge em Gana, todas essas fases da música africana emprestaram elementos dos sons eletrônicos.

Eu fui além, deixei o som um pouco mais afiado. A letra ainda é direta, mas também é sutil, inteligente e cheia de humor. Ela aborda uma variedade de temas e o som é muito mais chocante e sombrio, mas também brilhante ao mesmo tempo. O som perfura você. A música africana tradicionalmente é muito rítmica, guiada pelos quadris, bem animada. Eu acho que, de certa forma, dessa vez eu fui na direção oposta. E essa foi minha forma de dizer que acredito que esse pode ser o futuro da música afro.

Naomi Campbell aparece no álbum, uma escolha icônica com certeza. O que te atraiu nela e o que a presença dela trouxe para o projeto?

Amaarae: Quando você pensa em uma Black Star, algumas pessoas vêm à mente em áreas específicas. Quando penso em estrela negra na música, penso em Beyoncé ou Rihanna. Quando penso em moda, penso em Naomi Campbell. Minha intersecção entre música e moda sempre foi uma grande parte da minha história. Sempre foi um elemento importante da minha música. E, conforme eu cresço como artista, também cresço na moda.

Quando eu estava fazendo um álbum chamado Black Star e pensava na intersecção da moda, especialmente numa música como “Ms60”, onde ela aparece, quem melhor para participar do que a estrela negra da moda, a mulher — uma mulher negra, para ser mais exata — que ultrapassou todos os limites da moda?

Ela está conectada através da arte, literatura e política, e representa tudo que eu também defendo: arte, música, literatura, moda, política. Foi a conexão e colaboração perfeitas, além de um apoio incrível de alguém que considero uma das pessoas mais icônicas do nosso tempo.

Como a recepção de Fountain Baby influenciou sua mentalidade ao entrar em Black Star?

Amaarae: Eu fiquei surpresa com o quanto Fountain Baby foi bem recebido, e acho que serviu como um degrau para eu contar minha história ainda mais. Isso não moldou minha perspectiva para Black Star com um pensamento tipo “Meu Deus, preciso que as pessoas gostem desse tanto quanto gostaram de Fountain Baby” ou “preciso do mesmo sucesso e aclamação crítica”.

Toda vez que eu lanço um álbum e ele vai bem, isso apenas me lembra que meus instintos estão corretos. Então, seja qual for o caminho que eu sentir que devo seguir ou o meio que escolher para contar minha história, eu confio nos meus instintos, porque parece que as pessoas respondem bem quando eu sigo eles.

Existem alter egos que você canalizou ao longo deste álbum?

Amaarae: Com certeza. Eu acho que Black Star em si é um alter ego completo. Você percebe isso já na primeira música do álbum. Essa não é a Amaarae que você sempre conheceu. Essa é uma criatura completamente diferente. Você percebe essa transformação nas letras e na voz, expressa de muitas formas diferentes e interessantes. Algumas das minhas músicas favoritas no álbum — “Stuck Up”, “Star Killah”, “B2B”, “Dream Scenario”, “Free the Youth” — são todos momentos onde a personagem do Black Star, ou o alter ego do Black Star, realmente ganha vida.

Sua música sempre abraçou a sensualidade sem pedir desculpas, especialmente ao explorar o desejo feminino a partir de um lugar de poder. Por que essa posição é importante para você defender?

Amaarae: Desde que eu me lembro, quando artistas como D’Banj, Reekado Banks, Styl Plus, Sarkodie estavam no auge, sempre era sobre o homem querendo a mulher. Sempre “meu bebê isso”, “meu bebê aquilo”, “sua cintura isso”, “seu bumbum aquilo”. Nunca tivemos um olhar profundo sobre o desejo do ponto de vista de uma mulher africana. Era isso que eu sentia que faltava nas narrativas da música africana.

Eu também acho que, para o desejo ser palpável, sexy e sem desculpas, ele tem que se centrar nas mulheres. Mas existe uma lacuna nesse tipo de representação. Então eu tomei para mim a missão de dizer: na verdade, mulheres jovens como eu, que são alternativas, cruas e afiadas, têm desejos. Elas são sensuais. Elas gostam de beijar. Elas gostam de transar. Elas têm uma sensualidade e desejo tangíveis dentro delas e querem expressar isso da melhor forma possível. Isso faltava e eu quis ser a pessoa para preencher essa lacuna.

Além das influências musicais, que coisas não musicais têm alimentado sua criatividade ultimamente?

Amaarae: Um dos meus confortos é assistir desenhos animados ou séries que eu assistia quando era pequena. Tenho revisto Hey Arnold e Glee. Meu amigo Lawrence Burney acabou de lançar um livro chamado No Sense in Wishing, e eu tenho lido ele. Ainda estou terminando um livro de poesias que comecei no começo deste ano, Homegirls & Handgrenades, da Sonia Sanchez. Também passo muito tempo lendo livros sobre música e moda. Recentemente descobri um livro — não lembro o título — que é basicamente uma coleção de capas de álbuns dos anos 1970 e como elas foram construídas. É incrível. Eu tenho me interessado por livros visuais assim.

Também faço muito alongamento, cerca de 45 minutos, talvez três vezes por semana. Faço longas caminhadas, por volta de duas horas por dia, para a minha sanidade mental. Essas são as coisas que me mantêm feliz e criativa. E recentemente comecei a tentar cozinhar de novo. Eu não gosto muito de cozinhar, mas estou fazendo isso por saúde, então tenho pesquisado receitas. Isso tem me ajudado a seguir em frente.

Você misturou pop, hyperpop, alté e Afropop. Existem sons ou gêneros que ainda não explorou e que tem curiosidade em experimentar?

Amaarae: Sim, eu quero fazer um álbum gospel. Quero isso há muito tempo. É uma das minhas principais metas desde que comecei. Quero fazer um álbum gospel, um álbum de Natal e um álbum de jazz. Esses são os três projetos que estou planejando fazer talvez nos próximos cinco anos.

Como podemos ver, Black Star marca uma nova fase para Amaarae, em que identidade, raízes e inovação caminham juntas. O álbum desafia o que se espera da música africana, tratando de temas como a complexidade do poder, prazer e expressão. Ouça:

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Felipe Vannucci
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Sou do Rio e muito provavelmente estou na praia ouvindo alguma playlist de verão.

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