O AFROPUNK Experience Recife anunciou a programação completa da primeira edição em Pernambuco, marcada para o dia 12/09, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife. O festival contará com apresentações de Lia de Itamaracá e Daúde, Ebony, Linn da Quebrada, Barbarize, Boneka e Marley no Beat, reunindo nomes consagrados e representantes da nova geração da música nacional.
A chegada do projeto ao estado integra a expansão nacional da plataforma cultural, que passou por cidades como São Luís, Rio de Janeiro e Salvador em sua temporada mais recente. Em 2026, o circuito terá início no Rio de Janeiro, seguirá para Recife e será encerrado em Salvador.
Programação reúne diferentes expressões da música brasileira
Entre os destaques da estreia pernambucana está o encontro entre Lia de Itamaracá e Daúde, que dividirão o palco em uma apresentação especial. O line-up também inclui Ebony, artista carioca reconhecida por sua trajetória no rap nacional.
Outra atração confirmada é Linn da Quebrada, artista conhecida por trabalhos que transitam entre funk, rap, pop e música eletrônica. A programação ainda contará com o produtor e beatmaker Marley no Beat, que levará ao público influências da música urbana.
Representando a cena local, o duo Barbarize, formado por Bárbara Vitória, a Babi, e YuriLumin, apresentará um espetáculo que combina música, dança, teatro e referências afrofuturistas. A proposta aborda temas relacionados à juventude negra, identidade, periferia e resistência cultural.
Boneka completa a programação com um set voltado à valorização da música negra e das culturas afro-diaspóricas.
Segundo Ana Amélia Nunes, sócia e diretora de conteúdo da IDW Entretenimento, a escolha de Recife reforça a importância cultural da capital pernambucana:
“Levar o AFROPUNK a Pernambuco fortalece um movimento que já vínhamos construindo: consolidar o projeto como uma plataforma cultural com presença em diferentes territórios do Brasil. Recife tem uma presença decisiva na música e cultura popular do país, concentrando desde o frevo como patrimônio imaterial da humanidade, passando pelo maracatu nação, e sendo berço do manguebeat. Estamos ansiosos para essa explosão de bases matrizes africanas, indígenas e populares no palco do Experience”, afirmou.
A CEO da IDW Company, Potyra Lavor, destacou os resultados alcançados pela plataforma nos últimos anos e a expectativa para a edição pernambucana:
“O AFROPUNK Brasil é para além de um festival internacional. A plataforma impactou em 2025 mais de 136 milhões de reais na economia e, na edição principal, levou turistas de 100% dos estados brasileiros, além de estrangeiros vindos de mais de 36 países. É cultura gerando negócios e fortalecendo os mercados por onde o festival passa. E com Recife não será diferente. Faremos história também em Pernambuco”.

A organização também informou que novas edições estão previstas para outras capitais nos próximos anos, ampliando a presença do AFROPUNK em diferentes regiões do país.