O Rock in Rio encerrou a edição de 2026 na última semana, e dados divulgados nesta segunda-feira (21/09) apontam aumento no consumo de música e no número de seguidores de artistas após as apresentações. O levantamento, realizado pelo festival com dados do Spotify Charts Brasil e informações de redes sociais, identificou altas relevantes entre nomes que passaram pela Cidade do Rock.
De acordo com o monitoramento, Elton John, Twenty One Pilots, Demi Lovato e Zara Larsson alcançaram suas melhores posições de 2026 no ranking brasileiro do Spotify após os respectivos shows. Os quatro artistas chegaram ao Top 200 da plataforma no país.
Alee e Calvin Harris têm maiores avanços no Spotify
Entre os artistas que já apareciam no ranking antes do festival, Alee teve o maior avanço. O cantor subiu 57 posições nos três dias seguintes à apresentação. Calvin Harris ficou logo atrás, com crescimento de 56 posições.
Marina Sena avançou 35 colocações, enquanto Stray Kids ganhou 32 posições. Luísa Sonza e Xamã subiram 30 posições cada. Delacruz avançou 24 posições, João Gomes ganhou 23, Pedro Sampaio subiu 16, Alok avançou 14, Maroon 5 ganhou 12 e TZ da Coronel subiu seis posições.
A análise comparou a posição ocupada por cada artista na véspera do respectivo show com a melhor colocação alcançada nos três dias posteriores à apresentação.
Artistas ganham novos seguidores após apresentações
O impacto também apareceu nas redes sociais. Durante as 48 horas seguintes aos shows, diversos artistas registraram crescimento nas próprias comunidades digitais.
No Instagram, Hwasa ganhou 84 mil seguidores, seguida por Zara Larsson, com 68 mil, Stray Kids, com 64 mil, e Laufey, com 55 mil. Elton John acrescentou 52 mil seguidores, enquanto Maroon 5 ganhou 26 mil, Demi Lovato somou 24 mil, Calvin Harris teve aumento de 19,3 mil e Twenty One Pilots ganhou 15 mil.
Segundo o levantamento, os números representaram as maiores variações de seguidores desses artistas na plataforma nos três meses anteriores.
No TikTok, Stray Kids ganhou 128 mil seguidores nas 48 horas posteriores ao show. Zara Larsson acrescentou 52 mil e Laufey, 30 mil. Os números consideram as bases globais de seguidores dos artistas nas duas plataformas.
Festival relaciona resultados à experiência dos fãs
Ana Deccache, diretora de Marketing da Rock World, afirmou que a relação do público com os artistas começa antes das apresentações e continua depois dos shows, com o consumo de playlists, músicas e conteúdos relacionados aos momentos vividos no festival.
“A experiência do Rock in Rio vai muito além da Cidade do Rock. O show ao vivo cria conexões e desperta sentimentos e emoções inesquecíveis, mas o impacto do festival na vida dos artistas e fãs extrapola em muito esse grande momento, pois começa muito antes, quando os fãs mergulham em playlists para se preparar para o show, e continua muito tempo após o evento, quando os fãs seguem ouvindo, relembrando e revivendo os momentos mágicos daquele espetáculo. Os dados mostram esse movimento de forma muito clara, tanto no Spotify Brasil quanto nas redes sociais, com artistas alcançando marcas importantes no streaming e ampliando suas bases de seguidores no Instagram e TikTok nos dias seguintes às apresentações. É muito especial perceber como o que acontece nos palcos continua fazendo parte da relação do público com a música mesmo depois do fim dos shows”
Rock in Rio chega à 26ª edição
A primeira edição do Rock in Rio aconteceu em 1985, no Rio de Janeiro. Criado por Roberto Medina, o festival foi responsável por levar grandes atrações internacionais ao Brasil e, posteriormente, expandiu a marca para outros países.
Ao longo das edições, o evento passou por Lisboa, Madrid e Las Vegas. Segundo dados divulgados pelo próprio festival, as Cidades do Rock receberam mais de 12,3 milhões de visitantes desde 1985, com mais de 4.667 artistas apresentados em 141 dias de programação.
A organização também informa a geração de mais de 297,6 mil empregos diretos e indiretos desde a primeira edição. Em 2024, a edição realizada no Rio de Janeiro teria movimentado R$ 2,9 bilhões na economia da cidade.
O Rock in Rio também recebeu o título de patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro em 2022. Entre as iniciativas ambientais, o festival destaca a certificação ISO 20121, a neutralidade de carbono adotada desde 2006 e o plantio de mais de 4 milhões de árvores na Amazônia.
Com a edição de 2026, o Rock in Rio chegou à marca de 26 edições. Onze aconteceram no Brasil, onze em Portugal, três na Espanha e uma nos Estados Unidos.
