Carol Biazin está de volta ao Rock in Rio, e desta vez em um momento bem diferente. Com uma identidade musical consolidada e um público cada vez mais fiel, a cantora sobe ao Sunset Stage no dia 13 de setembro, numa data que carrega um significado especial: o palco completa 15 anos de história no festival.
O dia promete muito: a programação reúne nomes como Marina Sena, Céu, Zara Larsson e Joyce Alane, que também divide o palco com Carol em uma apresentação que ela descreve como um dos momentos mais especiais da carreira.
Em conversa com o Conexão POP, Carol falou sobre a preparação para o show, o álbum No Escuro, Quem É Você? e o que espera dessa noite.
Você está de volta ao Rock in Rio em um momento muito diferente da sua carreira, com um público cada vez maior e uma identidade musical consolidada. Como enxerga essa evolução até chegar a esse palco?
Carol Biazin: Foi um longo caminho. Eu não gosto de chamar de perrengue, mas vivi muitas situações em lugares sem estrutura, em palcos muito pequenos, onde mal cabia uma ou duas pessoas. Acho que tudo isso serviu como preparação para chegar ao Rock in Rio e dar conta do recado. Estou muito ansiosa, mas é aquela ansiedade boa, de pensar: “Que massa que a gente chegou até aqui”. Hoje consigo olhar para essa trajetória com mais maturidade. As etapas não devem ser puladas e tive a sorte de viver cada uma delas no momento certo. Já senti muita ansiedade e frustração, mas quando olho para onde estou hoje, vejo que tudo valeu a pena. Na verdade, não existe palco ruim. Todos os palcos são importantes e fizeram parte da minha caminhada.
Seu show acontece no dia 13 de setembro e terá participação da Joyce Alane. Como está sendo preparar esse encontro?
Carol Biazin: Estamos lapidando tudo. Inclusive, ainda estou mexendo bastante na entrada da Joyce porque quero que seja ainda melhor. É um show muito especial, a primeira vez que vou apresentar esse formato. Estou investindo muito nas pessoas envolvidas, principalmente nos músicos. Serão 13 músicos no palco, então a ideia é realmente valorizar a musicalidade. Eu e a Joyce falamos sobre sentimentos de formas diferentes, mas temos muitas afinidades. Somos amigas de verdade, ela vai na minha casa comer pizza, então existe uma intimidade muito bonita entre nós. Já escrevemos músicas juntas, algumas lançadas e outras não. Estou muito ansiosa por esse encontro e acredito que será um show inesquecível para nós duas.
Você sempre transforma sentimentos e vulnerabilidades em música. Como é revisitar essas histórias diante de milhares de pessoas, especialmente no Rock in Rio?
Carol Biazin: Você acabou de me dar uma dor de barriga falando isso. (risos) Talvez esse seja o auge da vulnerabilidade. Uma coisa é lançar uma música e acompanhar a reação das pessoas na internet. Outra é levar isso para um festival, onde estão seus fãs, mas também pessoas que nunca ouviram seu trabalho e vão assistir por curiosidade. Hoje tento não me pressionar. Já fiz festivais em que tinha pouquíssima gente na grade e, mesmo assim, entregava tudo como se estivesse cantando para cem mil pessoas. Espero que essa vulnerabilidade seja compartilhada com o público, principalmente com os fãs, que já conhecem as músicas de cor e vão cantar junto comigo. Eu nunca digo que o show é só meu, porque ele também pertence aos meus fãs. Eles cantam mais alto do que eu. Espero que seja quase um culto, um momento de entrega coletiva, mostrando que sentir também é importante.


Qual foi o seu maior amadurecimento como artista nos últimos anos?
Carol Biazin: Com certeza foi durante o processo do álbum No Escuro, Quem É Você?. Foi um projeto em que eu parei de olhar para os lados e decidi não abrir mão de quem eu sou. Não gosto de diminuir minhas fases anteriores, porque todas foram importantes, mas esse álbum nasceu da decisão de ser exatamente quem eu consigo sustentar artisticamente. Não forcei nada. Fiz exatamente o que fazia sentido para mim e para a minha essência. Por isso considero esse um projeto muito maduro. Acredito que tudo o que vivi depois dele ainda vai me permitir fazer trabalhos ainda mais viscerais no futuro.
Existe alguma música que ganhou um significado diferente por causa da forma como o público a abraçou nos shows?
Carol Biazin: Tem várias, mas “Códigos” é um grande exemplo. Antes mesmo de ser lançada, eu já tinha mostrado um trecho nos shows e os fãs começaram a pedir muito a música. Em qualquer apresentação eles queriam ouvir aquela prévia. Quando estava finalizando a segunda parte de No Escuro, pensei: “Vou incluir essa música”. Terminei de escrevê-la, produzi e coloquei como um presente para eles. Sempre gostei da música, mas acho que eles enxergaram um potencial ainda maior do que eu via. Ela praticamente nasceu da insistência dos fãs e hoje é uma das minhas favoritas de cantar ao vivo.
No dia 13 de setembro o palco reúne artistas como Zara Larsson, Marina Sena, Céu, Joyce Alane e outros. Quais shows você quer assistir?
Carol Biazin: Quero muito ver Marina Sena com a Céu. Achei genial essa junção. Inclusive, compramos recentemente um vinil da Céu aqui em casa. Estou muito animada para assistir esse encontro. Mas quero ver todo mundo. E, claro, quero muito ver Carol Biazin e Joyce Alane. (risos) Fiquei muito feliz com o dia em que fui escalada. Acho que a curadoria fez muito sentido. Para os fãs é ótimo, porque conseguem assistir vários artistas que conversam entre si. Vai ser um dia muito especial, com muitas mulheres incríveis no palco, e isso torna tudo ainda mais bonito.
