A segunda edição do Edital Petra Zuca Brasilidades e Spotify AMPLIFIKA definiu os sete artistas que passarão a integrar o programa de desenvolvimento da Casa da Música Brasileira – Zuca. A iniciativa, voltada ao fortalecimento da música independente, recebeu mais de 3 mil inscrições de todas as regiões do país, número recorde desde sua criação.

Os projetos selecionados representam diferentes linguagens, sonoridades e territórios, reunindo artistas da Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Paraná e São Paulo. Ao longo dos próximos meses, eles participarão de uma mentoria completa voltada ao desenvolvimento de carreira, com orientação em posicionamento artístico, comunicação, planejamento estratégico, mercado, imagem e estruturação de projetos.
Nesta edição, o edital contempla as categorias Petra Brasilidades e Spotify AMPLIFIKA, reforçando o compromisso da Casa da Música Brasileira – Zuca com uma produção musical plural, descentralizada e conectada aos novos movimentos da cena independente.
Segundo Talita Morais, fundadora e idealizadora da Casa da Música Brasileira – Zuca e do edital, a nova edição representa um importante avanço para o projeto.

“Estamos muito animados com a continuidade do edital e com a oportunidade de abraçar tantos nomes novos e diversos, que representam a multiplicidade da música brasileira. Temos certeza de que álbuns históricos nascerão deste projeto. Além disso, estamos recebendo um apoio inédito do Spotify, que participa editorialmente de um projeto neste formato pela primeira vez. É uma honra contribuir para mudanças reais na indústria da música”
Talita Morais
Conheça os selecionados do Petra Brasilidades
A categoria Petra Brasilidades reúne quatro artistas que representam diferentes estados e estilos musicais, do hip hop ao pop amazônico, passando pelo drum’n’bass e pela música instrumental.
MC DELLACROIX (Salvador – BA)
Selecionada com o projeto “QUEM TEM MEDO DE TRAVESTI? VOL. 01”, primeiro ato de sua mixtape de estreia, MC DELLACROIX transforma experiências de marginalização em potência artística. Travesti preta e periférica, a artista mistura hip hop com diferentes influências musicais para abordar ancestralidade, espiritualidade, resistência e representatividade LGBTQIAPN+.
Luar (Belo Horizonte – MG)
A cantora participa do edital com o álbum “Assim Como as Flores Fazem”, produzido por FBC e com participações de artistas como Pepito. A obra utiliza o drum’n’bass como principal linguagem para construir uma narrativa sobre amor, liberdade, ancestralidade, natureza e política, consolidando ainda mais o nome da artista na cena musical mineira.
Pedro Francisco (Paraíba)
Multi-instrumentista paraibano, Pedro Francisco foi selecionado com “Pedras Raras”, álbum formado por dez composições instrumentais que transitam entre jazz fusion, forró, nintendocore e referências de Hermeto Pascoal. O projeto evidencia a força da música instrumental contemporânea e amplia sua presença dentro das iniciativas de incentivo à música independente.
Amanda de Paula (Belém – PA)
Com o álbum “Dengosa”, seu trabalho de estreia, Amanda de Paula mistura brega, guitarrada, ritmos amazônicos e pop contemporâneo para construir uma narrativa sobre afeto, desejo, autonomia e pertencimento. O projeto destaca a nova geração de artistas do Norte que vem conquistando espaço no cenário nacional.
Spotify AMPLIFIKA destaca novos talentos da música negra brasileira
Em parceria com o Spotify, o edital também selecionou três artistas para o programa Spotify AMPLIFIKA, iniciativa criada para impulsionar carreiras de artistas negros em ascensão por meio de ações de desenvolvimento, visibilidade e fortalecimento profissional.
Majis (Maringá – PR)
A artista estreia com o álbum “Incandescente”, que transita entre rap, MPB e soul. O trabalho aborda temas como vulnerabilidade social, afetividade preta, amor racial e autocuidado, acompanhado por uma proposta visual que integra música, dança e cinema. O título do álbum foi inspirado em uma expressão utilizada por Emicida para definir a força de sua arte.
Maya (Salvador – BA)
Com o álbum “Da Pele Pra Dentro”, Maya aposta em uma sonoridade que combina R&B, reggae, pagotrap e ritmos afro-diaspóricos. O projeto apresenta uma narrativa pop centrada nas vivências, afetos, autonomia e autoconhecimento de uma mulher negra.
Oklin (São Paulo – SP)
Representando o rap paulista, Oklin participa com “Mr Lupa Mixtape”, projeto que propõe valorizar sonoridades latino-brasileiras em diálogo com ritmos como Olodum, dembow, funkhall e dancehall. Produzida por 2T, a mixtape contará ainda com participações de MC Luanna, MC GW e Fúria.
Além da mentoria oferecida pelo edital, os artistas selecionados para o Spotify AMPLIFIKA também terão acesso a apoio editorial e ações de visibilidade dentro da plataforma, além de participarem de audições com a equipe do Spotify.
