“Não sabia o que esperar, não sabia que teria tanta gente linda aqui”, disse o artista porto-riquenho que arrastou milhares de pessoas para o primeiro show em São Paulo.
A vinda do Bad Bunny ao Brasil para a turnê “Debí Tirar Más Fotos World Tour” foi muito mais que um show. Foi um encontro de culturas, uma forma de mostrar que a identidade latina é forte por aqui. No Allianz Parque, o artista de Porto Rico não só cantou, mas fez uma grande festa que juntou milhares de pessoas. Brasileiros e fãs de toda a América Latina celebraram juntos uma história que é de todos.
O Brasil descobriu sua alma latina
Por muito tempo, o Brasil, com seu tamanho e sua língua diferente, parecia um pouco separado do resto da América Latina. Mas a energia do Bad Bunny no palco e a resposta animada do público de São Paulo mostraram que não é bem assim. O show foi como um espelho, onde o Brasil se viu como parte de um grupo que sente, dança e se emociona junto. Benito, com seu jeito especial e falando em português, tocou fundo nessa história, transformando o Allianz Parque em um pedacinho de San Juan.

O show do Bad Bunny foi uma prova de que a arte pode ser divertida e, ao mesmo tempo, fazer a gente pensar. A estrutura do palco, igual à dos grandes shows pelo mundo, com telões enormes e efeitos visuais incríveis, fez todo mundo se sentir dentro da festa. Mas o que mais chamou a atenção foi a “La Casita”, uma réplica de uma casa de Porto Rico. Ela quebrou barreiras, convidando fãs para dançar perto do artista, misturando o perreo com o funk brasileiro.
Além da alegria, teve espaço para a reflexão. Músicas como “El Apagón” falaram sobre problemas sociais e políticos de Porto Rico, lembrando que a felicidade latina muitas vezes vem da luta. A homenagem a Pelé, com o uso de um casaco histórico do Rei do Futebol , e a camisa antiga da Seleção Brasileira , foram gestos que uniram culturas. Isso mostrou que a música do Bad Bunny liga diferentes jeitos de ser latino.
O que o Benito deixou no Brasil
No fim de cada noite, com os fogos de artifício no céu de São Paulo e a música “Callaíta” tocando, ficou claro que Bad Bunny fez mais que shows. Ele construiu uma ponte, uma ligação forte entre o Brasil e o resto da América Latina. Ele provou que a música é uma ferramenta poderosa para mostrar quem somos e para nos unir. A ideia de guardar o celular e viver o momento, como Benito pediu durante “DTMF”, resumiu o que foi essa noite. Uma noite em que o Brasil finalmente entendeu que sempre foi latino, e que essa latinidade é algo para ter orgulho e celebrar.
Setlist Bad Bunny em São Paulo
- “LA MuDANZA”
- “Callaíta”
- “PIToRRO DE COCO”
- “WELTiTA” (com Chuwi)
- “TURiSTA”
- “BAILE INoLVIDABLE”
- “NUEVAYoL”
- “VeLDÁ”
- “Tití me preguntó”
- “Neverita”
- “Si veo a tu mamá”
- “VOY A LLeVARTE PA PR”
- “Me porto bonito”
- “No me conoce”
- “Bichiyal”
- “Yo perreo sola”
- “Efecto”
- “Safaera”
- “Diles”
- “MONACO”
- “Vete” (música exclusiva)
- “CAFé CON RON”
- “Mas que nada” (música de Jorge Ben Jor) (performance de Los Pleneros de la Cresta)
- “Ojitos lindos”
- “La canción”
- “KLOuFRENS”
- “DÁKITI”
- “El apagón”
- “DtMF”
- “EoO”
