Heidi Curtis é daquelas artistas que a gente sente que vai estourar antes mesmo de ouvir a música inteira. Sabe aquele feeling? Pois é. E não é só charme britânico, tem talento, autenticidade e uma entrega visceral em cada palavra que ela canta (e escreve).
Em entrevista exclusiva à Conexão POP, Heidi abriu o coração sobre os caminhos que percorreu até aqui, os sonhos que ainda quer realizar e o lançamento de “Siren”, seu segundo single oficial, que chega como uma tempestade poética no mar da nova música alternativa.
Quem é Heidi Curtis?


Heidi Curtis é uma cantora e compositora britânica em ascensão, dona de uma voz potente e de letras que misturam poesia, vivência e intensidade emocional. Criada em um ambiente musical recheado de clássicos dos anos 70, sua trajetória começou nos palcos pequenos do Reino Unido, passou por turnês com artistas consagrados e hoje se consolida com uma sonoridade própria, que flerta com o folk, o rock alternativo e a alma do pop contemporâneo. Com apenas dois singles lançados, já é considerada uma das apostas mais autênticas da nova geração. E o melhor: ainda está só começando.
“Escrevi ‘Siren’ no fim de 2024, começo de 2025. Produzi sozinha, o que foi assustador e empolgante ao mesmo tempo”, contou ela, orgulhosa. A música mergulha no universo das sereias, mas vai além da mitologia: fala de tentações, vícios e de tudo aquilo que nos atrai, mesmo quando sabemos que pode nos destruir. “É uma metáfora para o que nos puxa para o fundo, mesmo sabendo que é perigoso”, explicou.
A paixão pelo mar não é gratuita. Heidi cresceu perto da costa, cercada por uma família de navegadores e histórias salgadas pelo vento. E tudo isso se infiltra nas canções que escreve com uma sensibilidade única.
Mas antes desse momento mágico, teve chão. Começou em microfones abertos, ainda adolescente, e aos 16 anos já era gerenciada pelo próprio irmão. “Eu queria ser dançarina, mas percebi que o que eu amava mesmo era ritmo e movimento. A música acabou sendo um caminho natural”, revelou.
O ponto de virada veio em 2022, quando dividiu o palco com nomes como Sam Fender, Paolo Nutini e o lendário Paul Weller. “Tocar com o Paul foi o momento que eu pensei: ‘mesmo se tudo der errado depois disso, já valeu’”, confessou rindo.
Entre as referências, ela cita com carinho os clássicos: Fleetwood Mac, Kate Bush, The Beatles, Rolling Stones. Mas diz que o segredo para encontrar sua identidade foi parar de se comparar com eles. “A partir do momento que escrevi uma música e pensei ‘essa é minha favorita no mundo agora’, eu soube que tinha achado meu som.”
E o que vem por aí? Um EP, uma turnê, festivais e — tomara! — uma visita ao Brasil. “Quero muito tocar no Lollapalooza, quero ir pra América do Sul. O público brasileiro é incrível, e eu preciso viver isso”, disse animada.
Ela ainda guarda o sonho de um dia lotar o Red Rocks Amphitheatre, nos Estados Unidos. Mas, por enquanto, está feliz em soltar suas canções aos poucos, com calma, e cercadas de visuais que expressam tudo aquilo que as palavras às vezes não conseguem dizer.
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