Entre os confirmados no Lollapalooza 2026, que acontece em São Paulo, estão nomes de peso como Chappell Roan, Lorde, Sabrina Carpenter, Lewis Capaldi, Tyler, The Creator, Doechii e o DJ Skrillex. Mas um nome em especial chamou atenção do público brasileiro: a banda Oruã.
O detalhe é que muitos confundiram o anúncio com o do trapper Oruam, que se apresentou no festival em 2024 e gerou polêmica ao subir ao palco usando uma camisa com a foto do pai, Marcinho VP.
A semelhança entre os nomes , Oruã e Oruam , foi suficiente para causar confusão nas redes sociais, com fãs se questionando se o rapper polêmico estaria de volta ao festival. Na verdade, trata-se de uma atração completamente diferente: um grupo de indie rock carioca que já conquistou reconhecimento dentro e fora do Brasil.
Quem é a Oruã?
A Oruã foi criada em 2016, no Rio de Janeiro, pelo guitarrista e produtor Lê Almeida, referência na cena independente nacional. A formação atual conta também com João Casaes (sintetizadores), Bigu Medine (baixo) e Ana Zumpano (bateria).
O nome surgiu de forma curiosa: Lê Almeida conta que a inspiração veio após assistir a um show do guitarrista Lee Ranaldo, quando ouviu uma pronúncia que lhe soou como “Oruã” — e assim batizou o grupo.
Na sonoridade, a banda se define como indie rock “afrojazzy”, misturando influências que vão do hip hop ao afrobeat, do krautrock ao free jazz, passando também pela música brasileira dos anos 1970.
Trajetória e reconhecimento
Apesar de ter uma base fiel no circuito independente brasileiro, a Oruã já se tornou forte no cenário internacional. O jornal inglês The Guardian comparou Lê Almeida ao americano Robert Pollard (Guided By Voices) pela intensidade com que grava e lança álbuns.
A repercussão ultrapassou fronteiras: em 2019, as gravações da banda chegaram aos ouvidos de Doug Martsch, líder do Built To Spill, que convidou Lê Almeida e João Casaes para uma turnê no Brasil. A parceria deu tão certo que a dupla participou do álbum When the Wind Forgets Your Name (2022).
Desde então, a Oruã realizou turnês nos Estados Unidos e na Europa, passando por rádios e palcos prestigiados, incluindo um especial na KEXP e um disco ao vivo gravado na Califórnia.
